Como falar dessa colunista MARAVILHOSA, criada por Julia Quinn que conheci este ano? Sim, podem me chamar de atrasada, mas esse blog lindo me fez conhecer Lady Whistledown e devo dizer que eu amo essa senhora <3.

Então vamos lá, em “Nada Escapa a Lady Whistledown” a colunista mais famosa de Londres vem nos contar sobre os acontecimentos de mais uma temporada londrina. Não teve o misterioso desaparecimento de nenhuma joia dessa vez, mas Londres enfrenta um inverno rigoroso, até o imponente Rio Tâmisa congelou.

Suzanne Enoch, Karen Hawkins, Mia Ryan e Julia Quinn, voltam neste segundo livro de Lady Whistledown nos encantando com as histórias mais apimentadas das debutantes e lordes que chegaram em Londres para a temporada de inverno.

> Um Amor Verdadeiro – Suzanne Enoch

Lady Anne Bishop foi prometida ao marquês de Halfurst quando nasceu, e ele tinha apenas oito anos. Ela nunca o viu, apenas sabe que o marquês mora na remota Yorkshire, lugar este que ela não pretende ir nunca. Depois de ser apresentada a sociedade, lady Anne passou a receber inúmeros convites e cartas de diferentes lordes para vários eventos da sociedade londrina.

Quando uma história de Anne vai parar na coluna de Lady Whistledown, Maximilian Trent, o marquês de Halfurst se vê indo para Londres para buscar sua prometida, honrar seu compromisso e levar a moça para Yorkshire com ele. Mas as coisas não são tão fáceis como ele pensou, afinal, Anne não deseja deixar Londres para ir com ele, muito menos casar com alguém que durante dezenove anos nunca se dignou a escrever uma palavra para a garota.

Suzanne Enoch começa o livro com chave de ouro. Lady Anne é uma jovem espirituosa, que não quer aceitar que um acordo em um pedaço de papel defina sua vida inteira e a faça se casar com quem não conhece e ame. Ao tentar escapar do marquês ela acaba fazendo algumas coisas que definitivamente me divertiram durante a leitura. Eu realmente apoiei Anne em fugir do marquês, no início do livro. Mas, quando conheci Max consegui me sensibilizar por ele e acabei torcendo para que ele conseguisse conquistar o coração de Lady Anne. A história dos dois é bem envolvente e a forma como Suzzane escreve faz com que o leitor vá virando as páginas e sem perceber chegue no final.

“Lady Anne Bishop foi vista fazendo anjinhos na neve na companhia de sir Royce Pemberley, que, não podemos deixar de observar, não é seu prometido. Há de se perguntar se o incidente levará o marquês de Halfurst, a quem lady Anne foi prometida em casamento desde que nasceu, a deixar seu lar em Yorkshire e vir para Londres finalmente conhecer a mulher com quem vai se casar.”

> Dois Corações – Karen Hawkins

A Senhorita Elizabeth Pritchard é uma dama bem incomum, Tendo ficado sozinha no mundo muito cedo, Liza nunca foi muito boa em se “adequar” a sociedade, e isso acabou virando uma marca registrada dela. Conhecida por suas roupas extravagantes, fora de moda e que em nada combinam, além de seus modos extrovertidos, ela também é ótima para os negócios e acabou fazendo uma fortuna e ficando bem mais independente do que qualquer mulher seria na época.

O problema, é que Liza já não é mais tão nova e ela sente que está vendo o tempo passar bem mais depressa do que deveria. Decidida a se casar ela pede a opinião de seus melhores amigos, Lady Shelbourne e seu irmão sir Royce Pemberley, um libertino que sempre viu Liza como sua melhor amiga, e acredita que nenhum pretendente poderia chegar a altura do que ela merece.

Melhores amigos, um conta tudo para o outro, um se apoia no outro, já estão vendo onde a história vai parar né? Antes de qualquer coisa, os modos de Liza são sensacionais e eu me identifiquei muito com ela (particularmente, adoro quando me identifico com algum personagem dos livros que leio).

Fora que ela é independente e forte, acho que é a personagem de época com mais independência que li até hoje, não liga para o que a sociedade fala dela, afinal, paga suas próprias contas, e várias coisas que faz, acaba virando moda, por ser tão diferente <3 Apesar de estar tão na cara a história que vai se desenvolver durante o conto, Karen Hawkins consegue nos prender durante a leitura, e tenho que dizer que foi bastante divertido ver sir Royce tentando tirar a ideia de casamento da cabeça de Liza.

“Meg o acusara de não enxergar a verdadeira Liza, mas estava errada. Royce enxergava Liza. Conhecia a curva de suas maçãs do rosto, a cor exata de seus olhos, a maneira no qual o lábio inferior se alargava um pouco mais do que o superior quando sorria. Ao fixar os olhos naqueles lábios, sentiu um calor que lhe causou arrepios. Suculentos e convidativos, os lábios de Liza tinham formato perfeito para um bei…”

> Uma dúzia de beijos – Mia Ryan

Após a morte do marquês de Darington, Terrance Greyson assumiu o título e as terras da família, exigindo que a antiga Lady Darington e sua filha deixassem a casa em apenas dois dias. Três anos depois, o marquês volta a Londres com o objetivo de escolher uma esposa.

Sendo um homem de poucas palavras, Terrance acaba se encontrando com Lady Caroline Starling, a filha do antigo marquês que ele expulsou de forma tão bruta de suas terras, e se encantando com a moça. Ao contrário dele, ela o achou grosseiro e desagradável, uma pessoa que não sabe fazer perguntas, apenas dar ordens, apesar disso, ela tem que admitir que Terrance Greyson é um dos homens mais bonitos que ela conheceu.

Passamos por um casal que foi prometido um ao outro no nascimento, depois por melhores amigos que tem um carinho enorme um pelo o outro e chegamos até o casal em que a dama em questão possui uma mágoa grande do cavalheiro. Essa história foi a que eu mais demorei a pegar o ritmo. Acho que porque Terrance é definitivamente um homem de poucas palavras, e isso me irritou um pouco – se me irritou, imaginem a pobre Caroline.

Mas com o passar das páginas fui conseguindo me ligar mais ao casal e a história, e acreditem, existe bem mais história do que a sinopse nos diz, até cheguei a ficar curiosa no meio do conto, para saber o que tinha acontecido com Terrance, e deixarei vocês curiosos também. Depois que enfim peguei o ritmo do romance e parei de me irritar com o marquês, me encantei com o casal que se formou.

“Ele era um homem lindo, mas tinha os modos de um bárbaro. Não que Linney já tivesse conhecido um bárbaro. Ainda assim, estava perfeitamente claro para ela que não havia nada melhor no mundo do que um homem munido de boa aparência, boa educação e sensibilidade”

> Trinta e seis cartões de amor – Julia Quinn

Susannah Ballister foi a debutante mais promissora da temporada, sendo cortejada pelo lorde Clive Mann-Formsby. Todos davam por certo que ele a pediria em casamento, de uma hora para outra o rapaz anunciou seu noivado com outra dama. Susannah desolada, saiu de Londres e foi para a casa de campo de sua família. Quase seis meses depois, ela é obrigada a voltar para a temporada de inverno, e não aguenta mais ver a compaixão no rosto das pessoas.

David Mann-Formsby, o conde de Renminster não foi contra a corte de seu irmão Clive à lady Ballister, mas também não era a favor e quando o nome de outra dama surgiu, ele sugeriu que seu irmão aceitasse. Meses depois vendo como as pessoas estavam tratando Susannah, resolveu dar sua atenção a garota para que outros rapazes fizessem o mesmo. O problema é que ele nunca imaginou que ela fosse mexer tanto com ele.

No encerramento do livro, Julia Quinn nos apresenta um casal bem improvável: uma dama abandonada e o irmão mais velho do lorde que a abandonou. Fiquei intrigada para saber como seria o romance entre os dois e principalmente como a autora iria apresentar os empecilhos que surgiriam no decorrer da história. Apesar de um deles ser previsível, o romance e a personalidade dos personagens acabam tornando a história encantadora.

Uma coisa que não pude deixar de prestar atenção é que neste conto específico temos uma personagem que defende nossa querida colunista Lady W. Quinn mais uma vez conseguiu me deixar apaixonada com a trama que foi desenvolvendo, apesar de ter esperado um pouco de ação entre os irmãos, a autora não me decepcionou.

“Vocês notaram o conde de Renminster dançando com a Srta. Susannah Ballister ontem à noite no baile dos Worths? Caso não tenham notado, que vergonha – foram os únicos. A valsa foi o assunto da noite.Não se pode dizer que a conversa parecia muito amigável. De fato, esta autora observou olhares de ira e até o que pareceram ser ânimos exaltados”

Apesar de serem escritos por autoras diferentes, os personagens vão aparecendo nos diferentes contos, nos dando uma outra visão ou até um adiantamento da trama que virá em seguida. No início da publicação, Julia escreveu uma apresentação contando um dos motivos que decidiu escrever os livros de Lady W., ela diz também como teve que acompanhar o processo de produção de todos os contos, afinal, quem escreve as colunas de Lady Whistledown é ela.

A capa de “Nada Escapa a Lady Whistledown” está bem bonita, bege e com desenhos que remetem a questões jornalísticas e escrita da época: lupa, folhas, óculos de leitura, pena, e etc. Adorei a capa do primeiro volume, mas essa ganhou ainda mais meu coração. Não achei nada falando sobre ter um terceiro livro de Lady W., mas gosto tanto da colunista, a proposta que o livro trouxe e da escrita das quatro autoras, que iria me alegrar de continuar lendo as histórias.

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Título: Nada Escapa a Lady Whistledown
Julia Quinn, Suzanne Enoch, Karen Hawkins e Mia Ryan
Ano: 2018
Páginas: 320
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance de Época, Jovem Adulto
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