A autora de Mulheres Que Correm Com Os Lobos, Clarissa Pinkola Estes, é uma analista junguiana. Através de contos de fadas e outros mitos conhecidos ela busca explicar e desvendar a figura da Mulher Selvagem. Ela defende que ao longo dos séculos a Mulher Selvagem tenha sido transformada em uma criatura domesticada. Em outras palavras, essa destruição e desconstrução se dá por conta da sociedade patriarcal.

“As histórias são bálsamos medicinais. Achei as histórias interessantes desde que ouvi minha primeira. Elas têm uma força!”

Na analogia defendida pela autora os lobos e as mulheres dividem uma espécie de vínculo psíquico em sua ferocidade, graça e devoção ao parceiro e à comunidade. Ou seja, para Estes essa é a definição da Mulher Selvagem. É necessário, por exemplo, que a mulher esteja em contato com seu lado primitivo. É através da confiança em seus sentimentos mais viscerais que suas escolhas poderão e deverão ser tomadas.

Mulheres Que Correm Com Os Lobos: Mitos e historias do arquétipo da Mulher Selvagem

“Portanto, vamos nos apressar agora e trazer nossas lembranças de volta aos nossos ossos. Despir quaisquer mantos falsos que tenhamos recebido.”

No livro teremos a apresentação de diversos contos e mitos das mais variadas culturas. Eles não tratam necessariamente a respeito de Mulheres Que Correm Com Os Lobos. Porém, eles certamente serão uma espécie de ilustração a respeito do arquétipo da Mulher Selvagem. A autora tratou de clarificar perspectivas diferentes, por exemplo, a respeito de relacionamentos e até autoimagem.

Achei a edição enviada pela editora Rocco primorosa. Em capa dura, com detalhes dourados na capa, tanto no título, quanto na ilustração. É uma edição robusta, com 576 páginas e realmente encanta a qualquer leitor(a). Porém Mulheres Que Correm Com Os Lobos não funcionou comigo, ou para mim.

“Voltemos agora, mulheres selvagens, a uivar, rir e cantar para Aquela que nos ama tanto.”

Mulheres Que Correm Com Os Lobos

Explicarei melhor o porquê… Por mais que os amplos estudos e pesquisas da autora justifiquem e ofereçam conselhos importantes para as mulheres modernas, no entanto, eu não comungo com a teoria e abordagem de Estes. Como psicóloga que trabalha e se define na abordagem comportamental, enfim, eu não consegui me conectar com a escrita e visão da mesma.

Contudo, embora tenha achado o livro com uma cara de livro teórico, ou mesmo como um bom material de pesquisa para estudantes com pesquisas nesse foco, acredito ser possível o leitor prático acessar o conteúdo com sucesso. E se beneficiar com ele, em primeiro lugar. Entretanto, obviamente, precisei ser sincera ao dizer que lutei firmemente com a leitura por duas semanas. Não consegui finalizá-lo, e abri mão de concluí-lo.

Por outro lado, espero que você ao ler essa resenha se sinta à vontade para ter tal obra em mãos e desvendar seus mistérios e teorias. Fica muito mais fácil manuseá-lo e aproveitá-lo se você não possui uma teoria ou abordagem psicológica que te reja. Enfim, leia Mulheres Que Correm Com Os Lobos e tente usufruir e colocar em prática o máximo de informações que os estudos muito bem embasados e estruturados da autora te revelem nesta obra.

Mitos e historias do arquétipo da Mulher Selvagem

Concluindo, tenha em mente que para ler Mulheres Que Correm Com Os Lobos, essa é uma leitura para se fazer com calma, com cuidado, refletindo a respeito dos temas pontuados… Para o melhor aproveitamento você terá que caminhar junto com Estes nas meditações sugeridas. É preciso acreditar que cada mulher abriga dentro de si bons instintos, uma força muito grande, um conhecimento eterno.

“A cura para qualquer dano ou para resgatar algum impulso psíquico perdido está nas histórias. Elas suscitam interesse, tristeza, perguntas, anseios e compreensões que fazem aflorar o arquétipo, nesse caso o da Mulher Selvagem.”

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Mitos e historias do arquétipo da Mulher SelvagemTitulo: Mulheres Que Correm Com Os Lobos
Subtitulo: Mitos e historias do arquétipo da Mulher Selvagem
Autor: Clarissa Pinkola Estes
Ano: 2018
Páginas: 576
Editora: Rocco
Gêneros: Psicologia
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