Uma grata surpresa. Isso define Mais forte que o sol segundo livro da série “Irmãs Lyndon” da aclamada autora de romance de época, Julia Quinn. Nele, c
O charmoso e libertino conde está prestes a completar trinta anos, mas possui um grande problema na sua vida: no testamento, seu pai determinou que ele deveria se casar antes de completar essa idade, caso contrário, perderia sua fortuna. Depois de um desastroso encontro com a jovem Lyndon, Charles tem a ideia de pedi-la em casamento. O que eles não esperavam é que, a união que beneficiaria as duas partes acabaria se tornando mais conveniente do que o planejado.

“Uma observação mais atenta revelou que o homem que estão caíra não do céu, mas de um grande carvalho. Como sua vida havia ficado mais tedioso no último ano, Ellie teria preferido que ele tivesse de fato caído do céu. Teria sido, sem dúvida, mais emocionante.”

Digo que a publicação foi uma grata surpresa porque não esperava muito dele, já que o primeiro volume deixou muito a desejar. Então desanimada comecei a ler e quando vi, passei o dia inteiro na história de Ellie e Charles e queria muito saber como tudo aquilo ia terminar. Não falo que esse foi o melhor livro da autora, porque dentre os poucos que li já tenho meu preferido, mas com certeza, não ficou muito atrás dele. Para começar, Julia colocou uma carta dizendo que sempre teve vontade de contar uma história de casamento por conveniência, apesar de esse enredo já ter sido explorado por vários autores, ela comentou que desejava que aproveitássemos essa premissa com o jeitinho dela.
E que jeitinho, digamos de passagem. Em todas as obras que já li da autora, percebi que ela tem o costume de escrever sobre mulheres fortes e determinadas, que sabem o que querem, e não foi diferente com Ellie. Filha de um reverendo, desde a primeira história percebemos algumas características marcantes na personagem, como a inteligência (inclusive, lembro de ter colocado na resenha que ela era o que me animava na continuação da série).
O que mais me deixa curiosa, quando começo a ler uma publicação que envolve casamento por conveniência, são as dificuldades e empecilhos que os autores colocam no caminho. Em um primeiro instante, não percebemos nenhum desses para o jovem casal, até que coisas estranhas começam a acontecer com Charles e Ellie. Nessa hora, percebemos que tem alguma coisa colocando o dedo na relação dos dois. O legal que Julia fez, é que quando por fim resolvemos o mistério, outro aparece para instigar ainda mais a leitura.

Outra coisa interessante é que os dois não escondem a atração que sentem um pelo o outro. Pode ser que Ellie seja até um pouco mais comportada e não saia se atirando em cima de Charles, mas é bacana ver a química entre os dois desde o início. E isso, é um fator que gera cenas bem engraçadas durante a leitura, e se eu falar mais sobre o assunto vou acabar dando spoiler. E o que não podia faltar em uma obra da autora, é aquele personagem secundário que rouba a cena e os nossos corações, em “Mais Forte que o Sol” ficou por conta de Judith, a prima de Charles que possui seis anos e é um amor. Ela rouba a cena algumas vezes.

“Ellie ergueu os olhos, horrorizada, ao ver a escada balançando com seu marido no alto. Ela congelou, sentindo como se o tempo tivesse parado. Ouviu um ruído terrível de madeira se quebrando e, antes que pudesse reagir, Charles despencou da escada, quase se espatifando diante de seus olhos. (…)- Por que sempre acabo me machucando quando você está por perto? – questionou ele, cansado.”

Uma curiosidade sobre a história é que um dos incidentes que ocorreu com o casal envolve uma panela quente de geleia. A inspiração para a cena veio de um acidente que ocorreu com o pai de Julia, que teve queimaduras de segundo grau em 25% do corpo, quando uma panela de pressão se abriu e a geleia de ameixa que estava nela explodiu na sala. O pai da autora ficou bem, depois de três dias internado, e forneceu para a filha, todos os detalhes do acidente.
Apesar de ser o segundo livro da série, não vai pensando que vai encontrar os primeiros protagonistas no enredo. Victória e Robert não aparecem na trama, são apenas mencionados por Ellie em alguns momentos. Segundo Quinn, se o casal estivesse por perto quando os problemas da jovem começaram, ela poderia ir viver com a irmã e o casamento por conveniência nunca aconteceria.
Algo que percebi em duas edições da Arqueiro é o fato da editora colocar um pedacinho de uma nova história no final. Acho que é uma estratégia bem bacana para deixar o leitor curioso e para que ele conheça um pouco mais das tramas que existem. A capa de “Mais Forte que o Sol” segue bem o padrão das publicações que existem da escritora, e é bem bonita. Julia Quinn virou uma das autoras de romance de época mais queridas pelos leitores. Com mais de 10 milhões de exemplares vendidos e com seus romances traduzidos para 27 países, a autora foi a mais jovem a ser incluída no Romance Writers of America’s Hall of Fame, a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos.
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Título: Mais Forte que o Sol
Julia Quinn
Ano: 2018
Páginas: 288
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance de Época, Ficção
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