{#RESENHA} DEPOIS DAQUELA MONTANHA – CHARLES MARTIN

09 março, 2018 por

Autor: Charles Martin | Ano: 2017 | Páginas: 304 | Editora: Arqueiro| Gênero: Romance, Drama | Adicione a sua lista do SKOOB| Amazon: COMPRE AQUI

Há alguns meses eu cobri a cabine de imprensa do filme “Depois
Daquela Montanha”. a adaptação literária do romance do autor Charles Martin,
publicado no Brasil pela editora Arqueiro. A convite da editora estou aqui hoje
para resenhar o livro que recebi como cortesia e fiz uma leitura super rápida e
agradável. Em linhas gerais (mas você pode ver na íntegra AQUI), achei a
fotografia do filme incrível e a escolha de atores excelente, porém o desenvolvimento
do despertar romântico não me cativou, não consegui torcer por eles, faltava
química. Qual foi minha surpresa ao encontrar no livro um casal em extrema
sintonia, que desenvolve a partir das dificuldades uma cumplicidade linda de se
imaginar?! Bom, vamos à história.

Ben Payne, um cirurgião ortopedista voltado para a área dos
esportes, se encontra no saguão do aeroporto de Salt Lake City aguardando seu
voo para casa após duas semanas de Congresso de Medicina. Devido à chegada de
uma imensa tempestade, ele observa o painel onde todos os voos estão sendo
cancelados. Em meio a essa confusão, vê se aproximando do local onde está
sentado a jornalista Ashley Knox, e através de uma conversa casual descobre que
a moça está na véspera de seu casamento e por isso precisaria embarcar com
urgência para casa.

Com o cancelamento do voo confirmado e sem previsão de um
novo, Ben tem a ideia de fretar um avião menor para assim seguir até Denver (um
trajeto de 2 horas) e fugir da tempestade, pegando um voo para casa de lá. É
assim que conhece e contrata os serviços do agradável e experiente Grover (e de
quebra do seu cachorrinho que sempre o acompanha), um senhor de idade
acostumado em fazer viagens curtas a locais remotos, e tendo um lugar sobrando
se lembra da pobre noiva que conheceu no saguão e a convida a ir junto. Tudo
parece bem e estão seguindo o planejado ao fugir da tempestade, até que Grover
sofre um ataque cardíaco durante o trajeto e o avião acaba caindo em uma região
de montanhas gélidas extremamente isolada de todas as outras, cercada por um
parque de preservação ambiental. Com Kate severamente machucada, poucos
suprimentos, nenhum familiar ciente da alternativa de transporte e poucas
chances de resgate, os dois precisam encontrar forças para superar a situação e
tentar sobreviver.


“- Área de Preservação Ambiental das Altas Uintas. As Uintas são a maior cadeia de montanhas com orientação nascente-poente do continente, com 1,3
milhão de acres de natureza selvagem, e recebem de 13 a 18 metros de neve por
ano, mais até, em alguns pontos elevados. Têm mais de setecentos lagos e
algumas das melhores possibilidades de caça e pesca de qualquer lugar do
mundo.
– Parece remoto.
– Lá no meio fica uma floresta nacional declarada área de preservação ambiental, o que significa que não se permite nenhum tipo de veículo motorizado.
Portanto, é um dos lugares mais remotos do planeta. Está mais para Marte que para Terra. Sair e lá é difícil e entrar é uma pauleira. Se vocês assaltassem um banco e quisessem se esconder, esse seria um ótimo lugar.”
Os personagens do livro são exemplares em diversas formas
que é necessário enfatizar. Como  é narrado por Ben, podemos acompanhar
suas inseguranças e incertezas juntamente com a postura otimista frente à
Ashley, o cuidado com a mulher que se encontra em uma situação mais crítica
após o acidente. Já Ashley não assume o papel de sofredora em apuros e mostra
bastante otimismo e força ao enfrentar toda a dor que sente, sem desistir, se
render ou martirizar. Sem mentir um para o outro ou esconder a gravidade do que
estão vivendo, eles optam muitas vezes pelo humor para criar coragem e dar o
próximo passo.

Como disse no começo, uma das coisas que mais me incomodou no
filme foi a forma como este amor surgiu de forma superficial e inesperada, o
que traduzi como uma confusão com instinto de sobrevivência visto que ela
estava para se casar e ele citou em alguns momentos ter uma amada esposa. Já no
livro a história flui de outra forma. Nós podemos sentir a sintonia dessas
pessoas que se encontraram ao acaso. Eles se completam e um encontra forças no
outro para enfrentar o próximo obstáculo, quando um cai o outro já está pronto
ao seu lado e vice-versa. Ben Payne, retratado como um frio e misterioso
cirurgião, age nas telonas com teimosia e arrogância. Agora no livro sua maior
virtude é se preocupar com seus pacientes, ser bondoso e atencioso, além do grande
amor que sente por sua esposa e nos é mostrado ao longo de seus vários relatos
sobre o passado dos dois (trechos dos mais lindos que já li até hoje). Já
Ashley não se apresenta como a impetuosa e geniosa do cinema, e sendo assim
eles não protagonizam tais cenas de discussão e discordância mostradas, são parceiros
desde o começo. Acredito que então eu possa afirmar que, para mim, as falhas do
filme se resumem às escolhas de direção e roteiro uma vez que a história-base é
bastante consistente.

Capaz de deixar qualquer fã de romance com os olhos repletos
de lágrimas, principalmente os fãs de Nicholas Sparks, “Depois Daquela Montanha
é uma pedida segura e reconfortante. Um relato de situações que mudam as
pessoas e que após compartilhá-las com outra pessoa é impossível saírem da
mesma forma. Uma história de cumplicidade e amor que apenas quem viveu poderia
entender. Essa sim é a história de Ben e Ashley, e essa é emocionante!

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7 Comentários

  • Yana Sofia
    março 16, 2018

    Oiii Karina, estou muito feliz por está resenha, você nem imagina! Quando li o que você disse sobre o filme, desanimei um pouco de ler o livro e de ver o filme porque acabei pensando que os dois seriam da mesma forma. No entanto, com essa perspectiva diferente do livro em contraste com o filme me deixou muito animada novamente hahaha Vou ler o livro sim, porque acho que tem tudo haver comigo.

    Beijo da Yana,
    Marshmallow Com Café

  • Letícia Alves
    março 11, 2018

    Tenho ouvido falar tão mal do filme, como sempre, prefiro ler o livro. Vou colocá-lo na minha imensa lista de leituras! Deve ser um bom livro para intercalar com leituras mais pesadas e densas.

    Abraços,

    Letícia

    https://twitter.com/leticialves/status/972807963583959043

  • O Vazio na Flor
    março 10, 2018

    Eu acabei vendo a adaptação já tem um tempinho,mas confesso pra você que depois de ter lido algumas resenhas do livro, fiquei meio apreensiva ao ver o longa.
    Não consigo gostar do trabalho de Kate(Ashley),mas em contrapartida, sou fascinada pelo trabalho de Idris. Então, foi complicado para mim, sentir a estória. E é nítido a "correria" do filme, até pelos motivos de ter que ser assim. Mas ainda quero muito ler o livro,que aliás, está na lista de desejados faz tempo.rs Sendo bem honesta, acredito que seja como duas linhas diferentes.
    Meu coração romântico precisa sentir o que só as letras podem trazer.

    Beijo

    https://twitter.com/AngelaGabriel1/status/972424750919188480

  • Marta Izabel
    março 10, 2018

    Oi, Karina!!
    Sem dúvida passar por uma tragédia como a queda de um avião e ainda ficar isolado tudo e de todos com uma pessoa desconhecida mexe com qualquer um. E acho que foi por causa disso que o amor surge entre o Ben e Ashley. E que bom que não fui assistir o filme, pois agora quero muito ler o livro.
    Bjoss

    https://twitter.com/Martaizabeln/status/972293658681757697

  • Gislaine Lopes
    março 10, 2018

    Oi Karina,
    Essa história me chamou atenção desde que assisti ao trailer da adaptação e de cara quis conhece-la. Minha intenção era ler a obra antes de assistir ao filme, mas não foi isso que aconteceu. Acabei assistindo ao longa e mesmo tendo gostado da premissa, faltou algo e isso me fez questionar o que o livro traria de diferente. Para começar já vejo uma inversão nos papéis no que diz respeito ideias e planos e sobre determinadas situações. Mudanças sutis não afetam um enredo, mas quando as mudanças estão presentes na personalidade dos personagens, as interpretações podem mudar sim e acho que isso é algo que ficou bem presente ao comparar livro e filme. O amor surgir de forma rápida é compreensível devido a situação em que Ben e Ashley se encontram, mas precisa convencer o leitor de que é possível um amor verdadeiro nascer em meio a algo tão trágico e nisso, acho que o autor se saiu bem. Quero conferir a obra original, mas darei um tempo para "esquecer" a história retratada no filme.

    https://twitter.com/GisahSLopes/status/972284903252549632

  • Carol Campos
    março 09, 2018

    Nossa, que grande diferença do livro para o filme, tá mais do que explicado porque o casal não me convenceu nas telonas também, u.u A situação em que se encontram é um belo atrativo em histórias, ao menos para minha pessoa… a forma como eles se encontraram e se completaram, é muito mais bonita e aceitável de se entender mesmo sendo ambos compromissados. Definitivamente não dá para sair da mesma forma. Já estava adicionado na minha lista de desejados, só reforçou a ideia de adquirir.

    https://twitter.com/CaarolForbes/status/972242059267641344

  • Daiane Araújo
    março 09, 2018

    Oi, Karina.

    Acho que esse tempo no qual o Ben e a Ashley ficaram juntos, tentando sobreviver, dando força um ao outro, foi o bastante para que algo (totalmente inesperado) a mais, além da cumplicidade, surgisse entre eles… Mesmo ambos sendo já compromissados!

    Link do compartilhamento:

    https://mobile.twitter.com/DaianeAS1/status/972233829405556737