“A Garota que Lia as Estrelas” é um perigo para os amantes de capas lindas. Assim sendo, se você é um desses: CUIDADO! Publicado este ano pela Editora Jangada, é um conto de fantasia que acompanha a doce e corajosa Isabella, na descoberta do seu mundo.

Isabella é uma garota de 13 anos, moradora da Ilha de Joya. Vivendo só com o pai desde a morte de sua mãe e seu irmão gêmeo, possui uma relação de muito carinho e amor por ele. Seu pai é o cartógrafo da ilha e desde cedo a garota se acostumou com os vários mapas espalhados pela casa e nutre muito interesse pela atividade. Mantém o sonho de viajar para os Territórios Esquecidos com o propósito de mapear o que ainda não foi feito.

Seu vilarejo, Grimora, vive subjugado desde a chegada do governador Adori, que cercou a saída do local e exige que suas duras regras sejam cumpridas. Porém, ao contrário dos demais em sua escola, Isabella virou a melhor amiga de Lupe, a filha do governador.

Mas uma morte brutal e inesperada irá mexer com a vida de todos os moradores, agravada pelo desaparecimento de Lupe. Isso fará com que a garota tenha que colocar em prática todas as histórias e ensinamentos que recebeu. E essa busca guiada pelas estrelas lhe colocará de frente à lendas e mistérios há muito esquecidos…

O livro é de uma leitura bem rápida e leve. Não fugindo do seu gênero, infantojuvenil, apresenta uma história sem muitas reviravoltas ou fatos impactantes . Porém, toda jornada de Isabella é muito interessante e bonita. Assim sendo, a escrita da autora compõe o estilo por ser bem fluida. São 264 páginas de lendas, curiosidades, mistérios e aventuras.

Os personagens principais de “A Garota que Lia as Estrelas” tem sua personalidade bem trabalhada, o que facilita a identificação do leitor. Isabella com toda certeza é uma garota muito fofa e fiel aos seus ideais. Uma pequena Mulan (ou Moana) bastante corajosa e especial. Semelhantemente, Lupe nos mostra o caráter independente do meio ou da criação. E como resultado, a amizade das duas é a coisa mais linda. É o gostar sincero, sem barreiras, sejam elas de classe social, costumes ou conhecimentos.

O ponto alto da leitura para mim foi a inclusão da cartografia com tanta importância na história. Aliás, ela é abordada a todo momento como algo decisivo, único e até mágico. Em tempos de tecnologia exagerada, essa valorização do simples, do manual e do talento é admirável. Do conhecimento através do esforço.

Em contrapartida ao fácil apego aos personagens, temos a falha em desfechos e conclusões de suas histórias mal explicadas e um pouco frustrantes. Então essa questão para mim deixou a desejar. Embora seja um infantojuvenil e muita coisa não seja abordada, “A Garota que Lia as Estrelas” peca em soluções sem explicação e cenas difíceis de saber como aconteceram. Inclusive, existe a expectativa da leitura de uma carta que é feita por um personagem e a gente nunca chega saber o que tinha nela.

Enfim, deixo aqui para vocês a indicação dessa leitura bem lindinha, com uma edição impressionante. O livro é ideal para aquela leitura relaxante de férias, feriados, ou até fins de semana. Bem rápida e divertida, repleta de aventuras.

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A Garota que Lia as Estrelas

Titulo: A Garota que Lia as Estrelas
Subtitutlo: Uma história de fantasia e coragem
Autora: Kiran Millwood Hargrave
Ano: 2019
Páginas: 264
Editora: Jangada
Gênero: Aventura, Fantasia, Infantojuvenil
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