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OS IRMÃOS WILLOUGHBY | CRÍTICA

05 maio, 2020 por

Os Irmãos Willoughby

Em “Os Irmãos Willoughby”, a família Willoughby mora na mesma casa há gerações, e todas elas sempre tiveram muito orgulho do seu bigode. Mas, com a geração atual não é bem assim. Com pais egoístas e que só sabem viver um para o outro, os irmãos Willoughby (Tim, Jane e os gêmeos Barnaby) decidem que o melhor que eles podem fazer é virar órfãos. Assim, eles bolam um plano para enviar os pais em uma viagem mortal.

“Os Irmãos Willoughby” estreou na Netflix no dia 22 de abril e quero dizer que fui ver o filme, sem ler muita coisa sobre ele. Afinal, era uma animação e eu estava assistindo com a minha mãe e as crianças aqui em casa. Ao final, perguntei para minha mãe qual classificação etária ela dava ao filme e ela me disse que a partir de 6 ou 7 anos. Uma das minhas sobrinhas que assistiu com a gente, tem 6 anos.

Falo dessa pergunta, porque uma das coisas que me assustou ao ver a animação, foi o fato das crianças bolarem uma viagem de férias fatal para seus pais. Na Netflix, a classificação etária dele é de 10 anos. Além disso, uma das curiosidades do filme cita que “Os Irmãos Willoughby” é a segunda animação na Netflix com a classificação PG pela MPA (Motion Picture Association of America). A classificação PG significa que pode ser assistido por crianças, mas que a orientação dos pais é sugerida, isso porque alguns materiais podem não ser adequados para crianças.

Mas fora isso, o filme é bem interessante. A produção é toda colorida, o que chamaria fácil a atenção de qualquer criança pequena. E para as mais velhas, a história acaba sendo envolvente. Temos um narrador na história, um gato, que está presente durante todo o filme nos contando alguns acontecimentos.

Os Irmãos Willoughby

A família é bem isso que a sinopse traz: o pai e a mãe que se chamam assim; Tim, o filho mais velho e que tenta fazer com que tudo saia de acordo com o que os pais querem, mas no final sempre acaba tendo culpa de tudo; Jane, a irmã do meio que gosta de música; e por últimos os gêmeos Barnaby, sim, eles têm o mesmo nome e são os pequenos gênios da família, cheios de invenções.

Como os pais não se preocupam com os filhos, vemos um pouco os papéis trocados. Sempre que os mais novos querem algo, pedem a Tim e, sempre que fazem algo errado, sem nem querer, Tim leva a culpa. É engraçado ver como ele tenta fazer os irmãos se comportarem e seguirem as regras, sem muito sucesso.

Apesar do fato de eles planejarem a tal viagem ter me assustado, ao final, era mais uma daquelas animações fofas. Sim, lágrimas saíram dos meus olhos quando eles finalmente perceberam o valor da família, e não foi em apenas um momento do filme. Mas teve aquele que foi mais especial em que uma música fez parte da trilha sonora e que pode ser que tire lágrimas de outras pessoas.

Afinal, eles perceberam que não é o sobrenome que os torna uma família e sim o amor que os irmãos sentem um pelo outro. E que eles precisam se escolher sempre. Vou deixar a música para que vocês possam escutar.

Assisti a animação com uma criança de 6 e outra de 12 anos, as duas tiveram a atenção presa pelo o filme, assim como eu e minha mãe. É colorido, é fofo, tem suas partes engraçadas, mas também tem algumas partes cansativas. Vamos vendo os infortúnios dos irmãos e eu sinceramente fui ficando bem ansiosa, para saber o que viria no fim.

Sempre gosto de assistir aos primeiros créditos, porque acho a coisa mais fofa e sei que as imagens que aparecem podem completar um pouco a história. Além disso, no pouco que eu tinha lido sabia que tinha uma cena pós-créditos, apenas não sabia o que era, porque só li uma chamada falando sobre a “cena nojenta” depois dos créditos.

Preciso dizer que a cena é bem no final mesmo, depois dos últimos créditos e dura poucos segundos. Não faz muita diferença para a história, mas quando vejo um filme é ele por completo, por isso assisti até o fim.

Não é uma cena nojenta, é apenas algo que acontece. Então, caso também gostem de ver tudo por completo, não temam da última cena.

“Os Irmãos Willoughby” é baseado em um livro da autora Lois Lowry. No Brasil, a autora possui três livros publicados pela editora Arqueiro, entre eles “O Doador de Mémorias”.

Os Irmãos Willoughby

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