Se a minha grade continua bagunçada? Sim, Senhor! E se comecei outra serie nova? Sim, Senhor!

Queridos não me julguem, mas eu fiz de novo, um dia desses mexendo em alguma pagina do FaceBook me deparei com uma citação a respeito dessa serie, assisti o primeiro episodio e quando me dei conta, já estava super curiosa a respeito do desenrolar dos personagens, então tive que continuar pra ver onde isso tudo vai chegar. Hoje vamos falar da minha nova coleguinha (não vou perder contato, mas não sei se chegarei a amar) The Fosters.

Produzida pela maravilhosa Jennifer Lopez, The Fosters conta a história de uma casal de lésbicas Lena e Stef, que são pais de três adolescentes (Brandon, Mariana e Jesus) e acabam se tornando lar de mais dois. Stef é uma policial de San Diego que teve certa dificuldade em lidar com a sua sexualidade, por isso acabou casada por um tempo com o seu colega de trabalho Mike, com quem teve um filho, Brandon. Embora a personagem faça diversas coisas que acho sensacionais e gosto muito de a ver com as crianças, a maneira com que tentam forçar o jeito dela de ser parecido com um homem me causa certo incomodo, é como se fosse preciso ter um ‘macho’ na relação ou nao é de fato uma relação, vocês conseguem entender? Sabe tudo aquilo que homens fazem e a gente não tem muita paciência? Stef faz, não gosta de conversar, é fria, fala besteira, enfim, tento enxergar que esse é o jeito dela e ponto, mas no fundo acho tão forçado as coisas que ela faz que me deixa meio com preguiça da personagem.
Lena é vice diretora do colégio onde os seus filhos estudam e é conhecida pela sua santidade (não de um jeito chato, mas leve e puro), ela é de longe quem mais gosto do seriado e varias vezes me pego pensando em que diabos ela viu na Stef pra casar, mas amor é amor né?! Apesar de já ter 3 filhos, Lena conhece Callie uma adolescente órfã problemática que estava na detenção juvenil e como se já não tivesse mais outras bocas pra alimentar, acaba levando Callie pra sua casa, junto com o seu irmão mais novo, Jude (Hey, Jude!). Callie e Jude perderam a mãe ha aproximadamente dois anos antes do que se passa a serie e como o pai esta preso acabaram sendo mandados para o estado, Callie é confusa, a atriz no começo é bem fraquinha e confesso que estou em duvidas se gosto ou não da personagem, mas apesar de tudo, ela passa uma verdade e um sofrimento silencioso que me comove diversas vezes. Jude é o meu segundo amorzinho da serie, inteligente, fofo e diferente, me apaixonei por ele logo no primeiro episodio e o amor continua firme até hoje, Jude não tem dificuldades em se adaptar a nova casa e realidade, e logo conquista a todos.
Os três filhos de Lena e Stef convivem juntos desde pequenos e possuem um entrosamento que prova que realmente família é feita apenas de amor. Brandon (filho do primeiro casamento de Stef) é o menino de ouro, inteligente, educado, pianista, bondoso e mesmo assim é difícil ter empatia pelo personagem, não porque tantas qualidades que o fizeram ser chato, mas porque ela toma umas decisões, as vezes ele é colocado em uns plots que a gente fica meio sem entender de onde surgiu tanto amor ou como podem tentar nos vender que teve clima pra rolar aquela situação, então por isso vivo um caso meio introdutório com Brandon, estou analisando o terreno com calma antes de declarar que somos amores e não poder mais larga-lo (na vida é assim monamur, quando você escolhe um lado, tem que ir com ele até o final, pelo contrario, que tipo de pessoa você seria).
Marina Jesus são irmãos gêmeos e foram adotados por Stef Lena quando tinham 5 anos de idade. Sabe-se que a mãe é uma drogada oportunista e o pai não tem nem notificas, Mariana é a gente na adolescência, deslumbrada, influenciada pela opinião alheia, cabeça de vento, adora se sentir maravilhosa e ter muitos amigos, boa pessoa, mas também não muito porque ninguém é de ferro, espero ansiosa para a evolução dessa personagem porque uma coisa podemos afirmar a respeito de adolescentes, a maioria deles são um porre. Jesus é o meu segundo favorito da série, muito animado, agitado, atleta, engraçado, apaixonado (cada hora por uma.. quem nunca?), ótimo irmão, Jesus toma remédio controlado para DDA e as vezes é zuado por isso na escola, péssimo em álgebra e pau pra toda obra, tenho certeza que ele vai ser o favorito da maioria de vocês que assistirem o seriado.

 

Não sou apaixonada por todos os personagens e alguns plots me dão eterna preguiça, mas no geral a série é boa e muito fofa, os personagens que gosto, gosto de verdade e quero muito ver o que acontece com eles no futuro. São 4 temporadas e a quinta vai sair por agora, cada temporada tem 21 episódios (pra que isso?) de aproximadamente 42 minutos, mas eles passam tão rápido que a gente nem sente, as duas primeiras temporadas estão disponíveis na NetFlix (Grazadeus!).
Se você tem algum problema com pessoas do mesmo sexo criando filhos, esta serie não é pra você e nem os meus posts, aqui só tem amor. Se você assim como eu tinha curiosidade em ver duas pessoas do mesmo sexo criando adolescentes e se não dispensa um bom drama familiar, esta dica é sua, a serie é sem piadinhas, sem aliviar as coisas e sem medo de mostrar a realidade. The Fosters pra mim veio pra me tranquilizar a respeito do que significa família e que sim, ela é de fato a melhor coisa que uma pessoa pode ter, então precisa ser a melhor coisa (e com o máximo de amor possível), por isso não tem problema nenhum em buscar (e encontrar-la) fora do seus circulo de parentes, fora das pessoas que compartilham sangue e DNA com você, mas não compartilham a coisa mais importante do mundo, amor. Sempre disse que a minha família encontrei na rua e acredito que continuarei encontrando, meus irmãos, primos, avós foi a vida que me deu e graças a Deus que foi assim (sempre vai ser), e ver isso em uma serie mesmo que de uma maneira diferente ajudou o meu coração a aceitar que não tem problema nenhum comigo.
Com carinho, Taay (: