O Corvo (The Raven) teve sua primeira publicação no New York Evening Mirrorem, em 29 de janeiro de 1845. Passou a ser um dos poemas mais conhecidos do mundo literário. Foi tão bem aceito, que logo que tornou uma sensação no meio, gerando diversas reimpressões, foi parodiado, debatido e adaptado. Edgar Allan Poe ,36 anos e com um espírito melancólico e desanimado, virou a partir desse momento uma celebridade.

Embora muito traduzido para as mais diversas línguas, a magia verbal do texto original dificilmente pode ser captada. O Corvo possui uma atmosfera gótica e uma narrativa ornada de terror. Sua popularidade nos Estados Unidos é tanto, que milhões de americanos são capazes de o citar apenas de memória. Assim, mesmo com o passar dos (muitos) anos, o poema surpreende os amantes da literatura com sua construção ritmada e principalmente com o final do refrão repetitivo “Nunca mais”.

O Corvo (The Raven) passou a ser um dos poemas mais conhecidos do mundo literário.

“É alguém que me bate à porta de mansinho; Há de ser isso e nada mais”. (Machado de Assis)

A MARAVILHOSA edição da editora Companhia das Letras nos veio em capa dura, toda preta, e com o título do livro, nome do autor, adornos e marca da editora em tinta prateada. Enche os olhos de qualquer leitor! Em 200 páginas de muitas e muitas informações essa edição que saiu em 2018 além de nos entregar O Corvo nas traduções – já bem conhecidas – de Fernando Pessoa e Machado de Assis, com organização, posfácio e tradução de Paulo Henrique Britto, é recheada de conhecimentos e curiosidades sobre a construção do poema.

O livro é composto por duas partes. Na Parte I temos o poema nas duas traduções citadas anteriormente, com a somatória do poema na língua original, ou seja, em inglês. Na Parte II temos como título “Ensaios”. Nesse compêndio encontraremos ‘A Filosofia da Composição’ – onde Poe pretende explicar passo a passo de quando escreveu O Corvo – , ‘A Razão do Verso’, ‘O Princípio Poético’ e ‘O Ensaísta Poe’.

É uma emoção muito grande aos fãs de Poe poder ler essas informações sobre o poema, que vieram do próprio autor. É como se ainda hoje sua voz soasse o que seus escritos nos revelam sobre a composição de O Corvo e a poesia.

“Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.  É o vento, e nada mais”. (Fernando Pessoa)

Nos “finalmentes” desta edição Paulo Henrique Britto, em O Ensaísta Poe, vem destrinchando as informações que recebemos anteriormente. Revela a intenção e racionalidade de Poe ao “construir” o poema. Paulo Henrique também explica por auto o que podemos compreender dos dados que acabamos de ler, e que vieram diretamente dos escritos de Poe.

“Dizei-me: existe um bálsamo no mundo? E o corvo disse: Nunca mais”. (Machado de Assis)

Enfim, esse é o tipo de livro para apaixonados por literatura, por interessados no ‘pano de fundo’ de um poema famoso, e quem – como eu – AMA Edgar Allan Poe, e não quer perder a oportunidade de um pouco mais íntimo do autor se tornar. Nota 5 em 5 estrelas lá no meu Skoob, Pois poucos poemas no mundo tocaram tanto o ser humano, quanto O Corvo. A edição da Companhia das Letras veio reforçar o valor desse Poema, inserindo poderosas ilustrações entre conteúdos ricos e impagáveis.

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O Corvo de Edgar Allan Poe

Título: O Corvo
Autor: Edgar Allan Poe
Ano: 2018
Páginas: 200
Editora: Companhia das Letras
Gênero: Suspense, Mistério, Terror, Gótico | Adicione a sua lista do Skoob  | Onde comprar: Amazon