“Morte no Verão” é um livro de nacionalidade irlandesa, sendo o volume 04 da série Garret Quirke. John Banville é o autor que assina todas essas páginas, mas dessa vez, no papel de seu alter ego, Benjamin Black. Particularmente gosto muito de thrillers que venham de regiões mais frias do mundo, mesmo Dublin não sendo uma Oslo, ou uma Estocolmo (minhas preferidas quando se trata de um bom romance policial). Ainda mais quando informam desde a capa que essa é mais uma obra noir. Eu já fico toda animada! E essa história é muito boa.

Jamais tinha lido nada do autor, mas sei que sua fama o precede. Não me decepcionei. O tom da escrita de Black tem muitos pontos forenses. Algo que chama e prende totalmente minha atenção. Uma vez que a personagem principal que dá nome a série é um médico legista, podemos esperar análises acuradas e precisas a respeito das mortes e demais acontecimentos violentos que cercam “Morte no Verão”. Assim, vamos falar um pouco sobre o que se trata essa narrativa.

Richard Jewell, conhecido também como Diamond Dick, é um magnata da imprensa. Em uma tarde quente e calorosa, o corpo de Jewell é encontrado morto em seu escritório. A cabeça simplesmente estourada por um tiro de espingarda. E a primeira coisa que passa pela mente dos investigadores, é que se trata de um suicídio. E você? Acha que foi suicídio, ou assassinato? Quem está à frente dessa grande confusão é o detetive inspetor Hackett. Ele logo convoca seu antigo amigo e patologista, Garret Quirke.

“As pessoas desaparecem quando morrem (…). Elas ainda estão ali, o corpo ainda está ali, mas e elas se foram.”

Françoise é a esposa (e agora viúva) de Diamond Dick. Ela é francesa, e tem uma filha com o magnata. Não se nota muito choque na senhora Jewell a respeito da morte de seu marido. Mas, na visita que fizeram à viúva, também conheceram Dannie, a irmã de Richard. Ela está bem abalada. E às vezes, quando está nesses momentos ruins e ‘descompensados’, ela busca a ajuda e companhia de David Sinclair.

David, por um acaso que só o autor sabe, é assistente do doutor Quirke no laboratório de patologia. Sem contar, que em uma trama que aparentemente é muito aleatória e perpendicular, Quirke convida Sinclair para conhecer sua filha Phoebe, que não foi criada por ele e ainda está se acostumando com essa relação de pai e filha. E os dois jovens estão vivendo um tipo de flerte a partir de um encontro não muito bem sucedido.

Além disso, Dublin passa por uma onda forte de calor. E no meio desse recorde de temperatura, muitos segredos a respeito dos sustentáculos dos negócios de Jewell vão sendo descobertos. O que não é nada bom para qualquer pessoa que esteja envolvido com pessoas da família. Seja o dr. Quirke, o inspetor Hackett, ou até mesmo Sinclair. As coisas começam a ficar violentas e perigosas. Será que o caso será resolvido com sucesso? E quantos desastres eles serão capazes de suportar, ou até mesmo impedir?

“Você pensa que já viu o pior do mundo, mas o mundo e suas maldades sempre a surpreendem.”

Enfim, as histórias paralelas que Black inseriu em “Morte no Verão”, acredito, são bem mais aproveitadas por aqueles que seguem o médico desde o primeiro livro. Contudo, não senti que fiquei perdida dentro da história como um todo. E o livro funcionou muito bem para mim. A história é bastante crível e desafiadora. Deixa a gente sempre com aquela pulguinha atrás da orelha. Principalmente, se a morte de Diamond Dick foi um assassinato, quem é o verdadeiro criminoso?

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Título: Morte no Verão
Autor: Benjamin Black
Ano: 2020
Editora: Rocco
Páginas: 256
Gênero: Crime / Ficção / Literatura Estrangeira / Suspense e Mistério
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