Uma amiga do trabalho disse que me emprestaria um livro e no dia seguinte me deparei com essa capa linda dentro da minha gaveta, imediatamente comecei a ler O Filme Perfeito. Inicialmente temos uma lenda indígena que achei bem bonita, mas que é apenas uma introdução.  Então a história começa pra valer com Will – William Cavalo Alado e uma mulher que se apresenta como Jane “Ninguém”.

Ele é um policial, descendente de índio, que acaba de chegar à cidade de Los Angeles e é surpreendido por ela, uma mulher que acorda desmemoriada em um cemitério sem ter a mínima ideia de quem seja ou como tenha ido parar ali. Se sentindo perdida e sem opções, Jane aceita ir para a casa de Will. O policial começa a se encantar pela misteriosa mulher hospedada em sua casa, mas no dia seguinte eles descobrem que Jane na verdade é Cassie Barrett esposa do famoso ator Alex Rivers.

Após ser reconhecida Cassie volta para casa com o marido, mas inicialmente com a personagem desmemoriada temos uma compreensão incompleta do relacionamento. Mais adiante o livro nos trás detalhes do inicio do romance, casamento e vida em comum do casal. Descobrimos então que Cassie vivia com um homem de mil facetas, capaz de mudar do amor para o ódio em poucos minutos. Assombrado por lembranças do passado, Alex ficava transtornado e descontava sua ira espancando Cassie.

Ela por muito tempo aceitou ser agredida, mas ao descobrir que estava grávida decide deixá-lo para proteger seu filho. A história nos é entregue aos pouquinhos e quanto mais lemos, mais compreendemos o enredo e vamos obtendo respostas aos nossos questionamentos. Quais são os traumas de Alex? Por que Cassie aceita ser agredida? Para onde e como ela irá fugir? O que mais acontece entre Cassie e Will?

Narrando em terceira pessoa a autora vai nos apresentando Will, Cassie e Alex – os outros personagens são bem menos explorados – e dentro de um mesmo parágrafo existem separações. Nessas separações lemos um pouco sobre o que cada personagem está vivendo, sonhando, lembrando ou sentindo e as mudanças entre os textos são destacadas pela primeira frase em caixa alta. Dessa forma a história transita não só entre um personagem e outro, mas também entre passado e presente. Eu preferiria que a história fosse contada de forma linear, mas reconheço que essa alternância entre passado e presente fez com que o livro se transformasse em um grande quebra-cabeça que fiquei ansiosa para montar.  Para mim o final não foi o ponto alto da leitura, senti falta de algumas explicações, mesmo assim não me arrependo de ter lido, pois mexeu com minhas emoções e me levou a refletir.

O assunto violência contra a mulher é bastante complexo, mas não há razões ou explicações que façam com que eu não me sinta indignada e foi indignação que senti enquanto lia. A cada relato de agressão eu torcia por ver Cassie reagir pondo fim a tudo e sempre que não havia reação eu pensava o quanto gostaria que ela fosse menos passiva.

Gosto de ler sobre experiências que não vivencio, penso que é assim que a leitura amplia meus horizontes e me tira do meu “mundinho”, mas fiquei triste ao pensar que o livro imita a vida, e que infelizmente situações similares a esse drama fictício representam a realidade de algumas mulheres. Ler O Filme Perfeito me fez pensar sobre o que leva a pessoa agredida a permanecer calada e continuar ao lado do agressor. Sei que os motivos são diversos, cada caso é um caso, mas agressão é crime e ninguém deveria se calar.  E você, já leu esse livro ou algum sobre o mesmo tema? Beijos!

 

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Título: O Filme Perfeito
Autor: Jodi Picoult
Ano: 2009
Paginas: 358
Editora: Planeta
Onde comprar: AMAZON