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KDRAMA: ITAEWON CLASS | CRÍTICA

30 junho, 2020 por

KDRAMA: ITAEWON CLASS

Oláááá, dorameiros e dorameiras do meu coração! Hoje eu quero falar sobre um drama sul-coreano que saiu no comecinho desse ano e que eu gostei muito por ser bem diferente de todos os que já vi e que, por isso, ganhou um espacinho especial no meu coração, Itaewon Class. Aí você me pergunta: mas Vic, o que ele tem de tão diferente assim? E eu vou te contar, vem comigo.

Itaewon Class é um drama com 16 episódios que desde os seus primeiros teasers ja estava sendo super hypado. E não era pra menos, né? Ele foi ambientado em um dos lugares mais queridinhos e badalados de Seul, Itaewon. E sim, é um lugar real. Além disso, o time de atores principais era de peso. O protagonista principal, Park Saeroyi foi interpretado por Park Seo Joon, de Fight for My Way e What’s Wrong With Secretary Kim. Também temos as lindíssimas Kwon Nara, de Hello Venus, como Oh Sooah e Kim Dami, estreando no mundo dos doramas mas já premiada pelo filme The Witch, como Jo Yiseo.

Além desse trio maravilhoso, o drama também contou com outros atores que tiveram atuações de tirar o fôlego! E já de cara posso dizer que uma atriz que gosto muuuuito, a fofa Lee Joyoung (que estava em The Wheightlifting Fairy Kim Bokjoo), fez um trabalho lindo: ela interpretou uma mulher trans. É claro que teria sido muito melhor e mais assertivo se o papel tivesse sido, de fato, dado a uma mulher trans, né? Mas sabemos como a Coréia ainda é bastante conservadora e, por isso, já podemos contar como uma pequena-grande vitória!

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Embora tenha essa falha, achei muito legal que a discussão tenha sido trazida à tona, principalmente num país como a Coréia. Nós, que acompanhamos a cultura coreana (e asiática num geral) sabemos como eles são quanto a temas “polêmicos, né? Então eu fiquei feliz de terem falado disso. E não parou por aí! O drama também trouxe um coreano negro, com uma mãe africana. E a forma como eles abordaram o racismo foi muito assertiva.

Contudo, eu preciso alertar. Não é porque a série aborda temas polêmicos ou mais sensíveis que ela faz isso com delicadeza. Aliás, muito pelo contrário. Itaewon Class é uma série brutal, carregada de drama, injustiças, maldade e crueldade. E tudo isso não se concentra só nos temas que citei. Logo no primeiro episódio, já levamos vários socos no estômago. Então quando for assistir, esteja preparado para dar uma choradinha e sentir M U I T A raiva!

Isso tudo porque o drama começa com Saeroyi enfrentado um bully, logo no primeiro dia em uma escola nova. E, gente, que orgulho do bichinho. Ele vê uma situação extremamente injusta e violenta acontecendo e não consegue assistir calado. Enquanto os outros colegas olham para o outro lado simplesmente porque o bully é filho de um empresário muito importante, Saeroyi nem pensa duas vezes antes de se levantar e colocar um fim na situação.

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E as coisas só pioram quando descobre que o pai do garoto é, também, o chefe de seu pai. Os dois pais são chamados à escola e o empresário super importante exige que Saeroyi se ajoelhe e peça desculpas ao filho. E Saeroyi diz que não, que o pai lhe ensinou que ele deve defender seus princípios. Dessa forma, o pai de Saeroyi pede demissão (e meio que é demitido simultaneamente) e, em resumo, o ex-chefe dele fica furioso. É assim que a história começa e ela está muuuuuito longe de acabar.

Esse acontecimento foi aproximadamente de dez a doze anos no passado. E, como tudo isso acontece no primeiro episódio, vamos lá: o pai de Saeroyi resolve abrir um restaurante com as economias que juntou. Saeroyi foi expulso do colégio, também. E, juntos, eles começam a trabalhar para realizar o sonho do pai. Até uma fatídica noite em que o pai dele se envolve em um acidente e morre.

O que move o dorama daí para frente, porém, é que Saeroyi descobre que não foi só um acidente. O bully que ele enfrentou atropelou a moto de seu pai com o carro e propositalmente o deixou para morrer. Saeroyi perde a cabeça e acaba espancando o garoto até quase a morte, mas a amiga Sooah o impede. O restante, já sabemos como funciona: o pai do garoto paga alguém para se entregar no lugar dele e, quem acaba preso por anos é Saeroyi. A polícia foi subornada, Saeroyi passa anos na prisão e o verdadeiro culpado segue livre.

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É muito difícil falar de Itaewon Class assim, em uma resenha, porque a série é extremamente densa e, por vezes, difícil de assistir. Mas ao mesmo tempo, é quase uma questão de honra acompanhar a saga de Saeroyi em busca de vingança e sucesso. Ele, porém, é um garoto doce e verdadeiro, que cuida dos amigos e tem um sonho. A sua vingança, aliás, é apenas derrotar o ex-chefe de seu pai e ter o restaurante número um da Coréia.

Após anos de trabalho, estudo e muito esforço, ele consegue abrir seu restaurante e vai contar com um time divertido e leal a ele nessa estrada. Lealdade, aliás, é algo que Saeroyi conquista em todos a sua volta, com algumas óbvias exceções. E enquanto ele luta por seu objetivo, também tem que lidar com a forte oposição dos inimigos que ganhou.

Obviamente, não é nada fácil de se ver tudo isso. Eu senti muuuuita raiva, muito ódio. Fiquei triste por ele e por outros personagens. Peguei ranço de alguns e depois voltei a gostar. O que me conquista no drama, porém, é que temos um conjunto de personagens com todos os defeitos em evidência. E isso não os torna insuportáveis, os torna humanos, apesar de insuportáveis sim, às vezes. É um retrato do mundo real, de suas injustiças, preconceitos e crueldades.


Mas também é um retrato de como o bem, às vezes, pode vencer. Um retrato de persistência, resiliência e de como o amor e a amizade são essenciais e imprescindíveis. E, muitas vezes, são tudo o que nos move por esse mundo maluco e bizarro em que vivemos. É preciso muita coragem para enfrentar tudo isso e Saeroyi, sem dúvida, é um dos personagens mais corajosos e persistentes que já tive o prazer de conhecer!

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Itaewon Class
Ficha Técnica:
Título: Itaewon Class
Episódios: 16
Ano: 2020
Gênero: Drama
Emissora: JTBC
Onde assistir: Netflix
País: Coréia do Sul
Nota: 4/5

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8 Comentários

  • Gabriela Miranda
    julho 20, 2020

    Eu ainda sou novata nesse universo de Dorama, meu namorado está me sugerindo alguns títulos que tem na Crunchwol. Já vi alguns títulos bacanas lá na Netflix também, parece que esse gênero está ganhando força! Muito legal para nós do ocidente experimentarmos essa nova modalidade de drama, comédia, musical, etc.

  • Carol Nery
    julho 20, 2020

    Adoro ler a empolgação e carinho que você fala dos Doramas, Vic.
    Achei interessante a abordagem trans, já que sabemos de como algumas culturas orientais são bem rígidas.
    Parece ser um Dorama muito animado e repleto de boas lições.
    Beijão.

  • Valéria
    julho 20, 2020

    Poutz so de ler o post ja fiquei com raiva querendo me vingar tbm, imagina o protagonista xD
    Faz muitos anos que meu interesse por Doramas findou. Mas esse tem uma premissa interessante. Talvez eu abra exceção pra ver quando tiver um tempinho..
    Não conheço nenhum dos atores, então pra mim, meio que seria tudo novidade mesmo kkkkk
    Eu via Dorama japonês, os coreanos nunca me atraíram…

    Tschüss

  • Karina Rodrigues
    Karina Rodrigues
    julho 20, 2020

    Ai, Vic… Eu antes era uma pessoa que não sabia nada de doramas. Agora, mesmo não tendo assistido nenhum ainda, eu já sei indicar vários por causa das suas críticas. Hahahahaha
    Mais uma vez achei bem interessante e ta me ganhando. Mas continuo sem saber como vcs conseguem decorar os nomes desses atores!

  • Erika Monteiro
    julho 20, 2020

    Oi Vic, tudo bem? Ah, gosto tanto de indicações diferentes assim. No início desse ano decidi dar chance a produções asiáticas mas como gosto de thriller/suspense não vi nenhum kdrama. Pela sua descrição me lembrou um pouco Elite ainda mais pelos temas polêmicos que a série aborda. Sofrer bullying numa escola nova não é fácil. Desde criança sempre mudei muito de cidade então sei bem o que é ser nova no colégio quase o ano todo. Quando estava me acostumando me mudava novamente. Mas, por outro lado, conhecer o Brasil todo foi um presente sem tamanho. Um abraço, Érika =^.^=

  • Letícia Guedes
    julho 19, 2020

    Gente, se não fosse a sua crítica, eu ia morrer sem saber que o principal é o ator de WIWWSK. Juro que não tinha me tocado, mas isso me deu muita vontade de ver o dorama porque eu adoro o Park Seo Joon (quem não, não é mesmo?). Eu sempre ouvi falar muito bem de IC, mas não sabia que era dessa profundidade toda! Vou assistir só por abordar temas polêmicos, porque, como cê falou, vindo da Coreia é um passo e tanto. Você já viu “Porque esta é a minha primeira vida”? Também adoro a abordagem que eles fazem sobre temas tabus, como o machismo e assédio às mulheres no mercado de trabalho.

  • Ana Claudia
    julho 19, 2020

    Oii! Como vai?
    Menina, Doramas nunca entraram em minhas listinhas, embora eu ame séries. Então, acho que, com suas impressões completas, por sinal, acerca dessa série, que vi trazer ótimos diferenciais, o que valorizo.pea caramba, acho que tá na hora de eu abrir o leque. Novos horizontes, sabe? Vi que não é só “água com açúcar”. Isso me chamou, mesmo tendo cenas mais fortes, pelo que compreendi. Um beijo!!

  • Cibele
    julho 19, 2020

    Olá!
    Eu ainda não assisti nenhum dorama, mas tenho muita curiosidade. Já tenho alguns na minha lista para assistir e sempre estou procurando novas dicas.
    Fiquei contente por ter representatividade trans, sabemos o quanto é importante e as vezes é difícil encontrar em filmes/doramas.
    Uau, já fiquei com pena do Saeroyi. Deve ser muito triste perder o pai, ainda mais da forma que isso aconteceu.
    Já fiquei curiosa para conhecer e já estou anotando sua dica para assistir assim que possível.
    Beijos