CRÍTICA DO FILME | VOX LUX

28 março, 2019 por
Distribuidora: Paris Filmes | Gênero: Drama, Musical | Duração: 1h50

“They wanted a show. I gave them a show,”
Celeste

Finalmente chega aos grandes cinemas o drama musical que  revela a história de uma popstar que perdeu todas as suas ideologias e crenças com a fama repentina criada em meio a uma tragédia e um amadurecimento forçado. “Vox Lux” é uma tentativa de dramatizar a carreira de uma diva da música pop em toda sua amplitude.

O filme que inicia-se com um tiro magistralmente executado dentro de uma escola nos ano 2000, mostra a  interpretação no primeiro ato de  Raffey Cassidy de Celeste, uma das sobreviventes de um ato vil que a deixa com danos permanentes em sua espinha.

Sempre inclinada para a música, especialmente a composição de letras e cantos, Celeste decide compor e executar uma música no funeral de seus colegas.  O vídeo, é claro se  espalha pela Internet anos antes de a viralidade nas redes sociais e passa a  ser  um sucesso para a sensibilização do país.

Formada pela tragédia, Celeste rapidamente se torna uma das novas cantoras mais promissoras da cena pop. Com seu manipulador (Jude Law) e sua irmã (Stacy Martin) no piano e ajudando com a escrita das letras, Celeste inicia uma transformação total para uma estrela pop manufaturada. Este é o primeiro de três capítulos em que o filme é dividido e o mais focado de todos.

O segundo ato, 17 anos depois, volta a explorar o ato de terror de abrir fogo em lugares públicos, com pessoas que atentaram fogo em uma praia com a roupa que ela usava em um dos clipes. Nesta ocasião, o diretor adota um estilo familiar para Danny Boyle com Steve Jobs, desenvolvendo toda a ação em um único local durante as horas que antecederam a um evento importante.

Aqui, Celeste é interpretada por Natalie Portman com a ferocidade e velocidade de falar que exigiria um roteiro de Aaron Sorkin.  Uma sequencia  sobre a devastação da fama e a necessidade das celebridades se manterem relevantes a qualquer custo.

Por fim,  reservado para o terceiro ato do filme, está a verdadeira estrela, ainda interpretada por Corbet, alcançando um equilíbrio improvável e entrelaçando questões complexas, em uma abordagem predominantemente experimental e um compromisso de fazer justiça à música, ao processo criativo e à execução.

Inspirado por casos de massacres coletivos, o filme faz uma analogia de quase 20 anos e dezenas de massacres  semelhantes e  uma conexão que pode ou não existir entre esses atos, a cultura popular e nossa percepção de um ato de terrorismo.

Posso dizer que o filme está longe do modelo bilheteria projetado do cinema, e é ai que se esconde as grande surpresas e desfechos que impressionam na trama. As coisas acontecem fora da naturalidade as interpretações são fantásticas. Não é atoa as várias premiações recebidas  antes mesmo da estreia ao grande público.

A infância é mostrada para expor a origem do sucesso e algumas características elementares da personagem para mais tarde ser supostamente confrontada com uma realidade muito diferente,  numa tentativa de demonstrar a evolução ou corrupção daquela figura anterior que com o passar do tempo sofre com os caminhos que a vida lhe impôs, mesmo que aparentemente poderia ser vista como  incrível.

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