CRÍTICA DO FILME | O MENINO QUE DESCOBRIU O VENTO

05 abril, 2019 por
Distribuidora: Netflix | Gênero: Drama | Duração: 1h53


O filme  “O Menino que Descobriu o Vento”, disponível na Netflix, é daqueles que trás uma grande reflexão sobre a vida, por isso rapidamente conquistou o público graças à enorme sensibilidade da trama que emociona por  nos lembrar que é baseada em uma história  real.

A saga conta a vida de William Kamkwamba (Maxwell Simba), hoje com 31 anos, que na época era um garoto determinado a “domar o vento”, utilizando a força dos ares para gerar energia elétrica. A história nos leva a uma viagem por um dos vilarejos mais pobres da África, o Malaui, é lá que se passa a história de William que munido de sonhos, esperança e livros, mudou a vida daqueles que viviam ao seu redor com uma invenção que para nós é até simples, mas que para os recursos, ou melhor, a falta de recursos presentes em sua vida  se torna algo gigantesco e inovador.

Fica claro que a  crise econômica vivida no País em 2000 e 2005, o governo pouco fazia e havia claros rastros de corrupção e desvios de verbas, e como era de se esperar os pequenos vilarejos eram os mais afetados e não foi diferente com o de William. Por causa dos problemas financeiros, o pouco dinheiro não restou para os gastos com os estudos e ele teve que sair da escola para ajudar o pai, tio e primos no campo.

Mas diferente das outras crianças William sempre teve um forte interesse nos seus estudos, na realidade sempre que podia ele estava lendo ou tentando inventar algo, seu negócio de concertos de rádio junto com seu primo começou com uma dessas invenções e curiosidades do garoto, aliás, o rádio assim como em certas regiões do Brasil é o meio mais rápido e barato para receber as informações do que acontecia no país.

A história é baseada em sua autobiografia, lançada em 2014.  William conta que sempre gostou de inventar coisas a partir do que era considerado lixo. Em 2006 o fato foi parar nos jornais, no ano seguinte, o adolescente se apresentou em uma conferência TED na Tanzânia. Empresários financiaram o ensino médio do rapaz e, depois de ingressar em uma universidade ainda na África, conseguiu outra bolsa nos Estados Unidos, onde se formou em Estudos Ambientais, na prestigiada Universidade de Dartmouth, em 2014.

O ator principal do filme Chiwetel Ejiofor, indicado ao Oscar por “12 Anos de Escravidão”, não tinha qualquer ambição séria em fazer roteiros ou dirigir até ler a biografia “O Menino que Descobriu o Vento”. Para o diretor, de 41 anos, que também atua como pai do protagonista, a história prova a importância de mostra a realidade de várias partes do mundo. “Isso nos permite compreender melhor todos os matizes do mundo que nos rodeia”, defende

Um filme cravejado de emoções, reflexões, e, acima de tudo, pleno de humanidade. E que pode os servir de grande inspiração, afinal, William não inventou o moinho, ele pesquisou e identificou o que poderia ser feito para ajudar. E isso é ser inovador! Pois, inovação é a implementação e vivência de algo novo ou melhorado, e não necessariamente a invenção de uma nova tecnologia. Bora assistir?

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