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CRÍTICA DO ESTREIA | A CINCO PASSOS DE VOCÊ

20 março, 2019 por
CRÍTICA DO ESTREIA | A CINCO PASSOS DE VOCÊ
Estreia: 21/03/2019 | Duração: 1h56 | Gêneros Romance, Drama | Elenco: Haley Lu Richardson, Cole Sprouse, Moises Arias | Direção: Justin Baldoni | Roteiro: Tobias Iaconis e Mikki Daughtry | Distribuidora: Paris Filmes 

Estreia nesta quinta-feira em todos os cinemas o filme “A Cinco Passos de Você”, adaptação literária do livro com mesmo nome, escrito por Rachael Lippincott. Com uma pitada de Romeu e Julieta, a trama é linda, cheia de momentos engraçados e outros que arrancam lágrimas de quem está assistindo. Apresenta dois jovens apaixonados e um romance impossível, onde fazem de tudo para ficarem juntos mesmo sabendo que há grandes chances de um final trágico.

Conhecemos a história de Stella Grant (Haley Lu Richardson) e Will Newman (Cole Sprouse), dois jovens com fibrose cística impedidos de ficarem perto um do outro por causa da doença. Ambos vivem suas vidas entrando e saindo de hospitais, seguindo uma dura e difícil rotina de tratamentos muitas vezes bastante cruéis (porém retratados através de cenas com bastante sensibilidade). Enquanto Stella desenvolveu uma compulsão por organização, por seguir à risca o tratamento que a mantem viva e dar uma chance aos novos pulmões, o novo paciente do hospital se recusa a viver em função da doença e do tratamento, fazendo com que a jovem fique extremamente ansiosa por causa disso. Com o passar dos dias, a relutância dele ao tratamento acaba aproximando os dois e Stella consegue convencer Will de que ele precisa fazer tudo que o pedem, e em contrapartida ela aceita que ele a pinte, nascendo assim uma amizade que com o passar dos dias vai se transformando em um paixão.

A interpretação de Haley Lu Richardson (conhecida por “Fragmentado”) no papel de Stella é linda e sensível. Sua capacidade de criar uma personagem corajosa, sistemática com seus medicamentos, mas ao mesmo tempo extremamente humana e que passa a maior parte dos dias em função da doença, e isso sem perder a alegria, conseguiu dar uma veracidade incrível à personagem. O mesmo acontece com  o ator Cole Sprouse (conhecido pela série “Riverdale” e pelo personagem infantil na famosa série “Zack e Cody”), que perdeu mais de 10 quilos para interpretar o Will, e consegue nos mostrar que a rebeldia e necessidade de quebrar regras não é por malcriação ou falta de sensibilidade com quem esta ajudando no tratamento e sim um desespero.

Cada dia passado no hospital por Stella e Will mostra como é a vida dentro de um hospital, e como é o relacionamento paciente e médicos/enfermeiros. A trama tenta apresentar outros personagens secundários com suas próprias dificuldades, como foi o caso do Poe, melhor amigo de Stella, e sua dificuldade em aceitar o amor dos outros por causa da doença, além de suas preocupações sobre como continuar o tratamento depois que completar dezoito anos.

A direção de Justin Baldoni aposta no mesmo estilo de outros filmes do gênero, como “A Culpa é das Estrelas” (sucesso de público), com jogos de luz e diálogos longos entre os personagens onde dividem seus problemas pessoais um com o outro. Através destes momentos, vamos descobrindo situações da vida de cada um ou novos lugares dentro do hospital onde a maior parte do enredo se passa.

Particularmente, se você assistir o filme vai entender que não estamos falando de uma produção com altas taxas de cenas marcantes e partes técnicas impecáveis. A ideia da trama é mostrar a quem esta assistindo a rotina dentro de um hospital, com uma doença extremamente cruel e sem cura. A história é bem desenvolvida, tem um final a se esperar, mas nada que o faça ser o filme do ano. A interpretação dos atores foi boa e sua capacidade de mostrar o sofrimento e a força de vontade para continuarem vivos consegue ser sentida por quem assiste. Porém, faltou algo a mais para ser mais que um romance adolescente “Sessão da Tarde”.

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