Há um bom tempo o estudo da linguagem vem sendo cada vez mais aprofundado. Existe uma língua universal? O que caracteriza um idioma? Como um idioma é formado? Essas são perguntas que desde que optei pela graduação de letras sempre achei interessantes, e indiretamente o filme de ficção científica A Chegada aborda essa temática.
Ora, teorias de que não estamos sós no universo sempre existiram, e o cinema tem aproveitado bem várias destas teorias, mas desta vez ao invés de abordar a invasão alienígena apenas pelo lado ruim, ou seja mostrando só destruição desta vez os produtores nos apresentam uma situação em que vemos muitas teorias relacionadas a signos linguísticos sendo aplicadas em um filme que pra mim foi um dos melhores do ano em SciFi.
 
 
“ De acordo com um artigo na revista acadêmica PNAS, uma das publicações de maior respaldo no meio científico, cientistas descobriram uma propriedade em comum nos principais idiomas falados atualmente no planeta. Esse fator pode possibilitar o desenvolvimento de uma linguagem universal, um espécie de gramática capaz de enquadrar todos os idiomas vigentes na linguagem dos humanos. … Embora ainda não tenha uma aplicação científica específica, a classificação de padrões repetitivos para indicar coisas semelhantes em línguas distintas é um ferramenta que pode auxiliar a criação de produtos tecnológicos de fácil compreensão e operação para qualquer pessoa, esteja ela situada em qualquer cultura ou país” (https://goo.gl/R6F3Dt) A citação acima serve para ilustrar como que a personagem principal Dra. Louise Banks (Amy Adams) uma especialista em linguística trabalha em busca de uma forma de se comunicar com uma das 12 naves alienígenas que aparecem em nosso planeta juntamente com um matemático (olha aí exatas e humanas trabalhando juntas).

 
A sonoplastia do filme é perfeita, seja nos momentos em que há aparição alienígena seja durante as cenas que acontecem na base de pesquisa e até mesmo nas visões que a Dra. tem em momentos chave.

Um fato que me chamou muito a atenção e que ficou com a ponta solta, sim houve algumas pontas soltas no enredo da história, foi a função do pássaro (canário) que sempre aparece durante os contatos com os aliens, tipo eu pensei em mil teorias de que os etês usariam além de símbolos um animal para fazer contato, afinal em vários filmes do gênero vemos que os animais são sensíveis e propícios a esse tipo de recurso.

 

Gente a história em alguns momentos pode ser um pouco parada, mas vi isso como um convite para o telespectador fazer uma imersão e tentar descobrir junto com os seres humanos qual que é o propósito dos alienígenas. E essa é uma das maiores pontas soltas do enredo, pois o tal propósito fica bem vago.
 
Enfim, eu recomendo muito assistir esse filme, quando lançar oficialmente eu irei levar minha mãe comigo e aproveitar para reparar em detalhes, afinal quando assisti ontem foi em uma pré-estreia para convidados no Cineart do Ponteio Lar Shopping feita pelo espaço Z, e o mais interessante é que antes de chegar lá eu não sabia qual era o filme, mas depois me lembrei que já tinha visto o trailer e fiquei super interessada. Então para encerrar deixo o trailer para vocês curtirem, porque se eu falar mais vou acabar contando muitos spoilers e não quero estragar o filme para ninguém