Distribuidora: Sony Pictures | Estreia: 24/08/2017 | Orçamento: U$ 150 milhões | Gênero: Adaptação Literária, Fantasia, Aventura | Duração: 01:35h

Vamos falar um pouco sobre a mais nova adaptação literária do autor Stephen King para os cinemas? King demorou 30 anos para escrever a Série “A Torre Negra” que se tornou um dos mais queridos livros de fantasia.

O filme apresenta Jake Chambers (Tom Taylor), um garoto que no último ano tem sofrido com sonhos estranhos em que um Homem de Preto usa crianças para atacar uma grande Torre Negra. Todas as noites os sonhos mudam, e assim ele vai vendo aquela situação se desenvolver. Porém,ninguém acredita nele, sua mãe e seu padrasto acham que os sonhos são causados pelo fato de que o garoto perdeu o pai há pouco tempo em um incêndio e que isso é uma maneira dele lidar com a perda.

Entretanto, Jake não tem como evitar os sonhos e os desenha na tentativa de descobrir o que eles significam. Em um desses sonhos ele descobre que o Homem de Preto (Matthew McConaughey), tem a intenção de destruir a torre e eliminar qualquer um que entre em seu caminho. Mas Jake também sonha com um Pistoleiro (Idris Elba), e sabe que ele é sua única chance de descobrir porque tem esses sonhos, e de parar o Homem de Preto.

Quando soube do lançamento de Torre Negra fiquei bastante animada, pois os atores escolhidos são de peso e a história é uma adaptação de um dos maiores escritores de todos os tempos, pena que minha animação já ficou para trás nos primeiro 10 minutos de filme e o desinteresse tomou conta. Mesmo contando uma aventura, misturando ficção científica, cowboys e um mistério, o filme ficou só na esperança de que a próxima cena seria melhor, sem nunca chegar.

Talvez o fato do roteirista e diretor Nikolaj Arcel também ser um grande fã dessa série, constituída por oito livros, e tentar ao máximo respeitar o que estava neles, tenha feito com que ele esquecesse que a emoção é um dos pontos mais importantes de um filme. Sua atenção exagerada com explicações sobre o universo criado e falta de atenção nos personagens, fez com que a criação de empatia para com eles fosse fraca e a trama que tinha tudo para ser uma aventura se tornou chata e enfadonha.

As cenas de ação do filme foram a outra parte que fez muita falta na adaptação. Como disse antes, Nikolaj se preocupou em explicar detalhes e colocou muitos diálogos, principalmente quando Jack e o Roland (Pistoleiro) estão na Terra Média. As cenas que deveriam ser marcantes passaram despercebidas e acabaram ficando cansativas, a forma como a trama se desenvolveu deu a impressão que podou a atuação dos atores, o texto original e a ideia de algo grandioso, diferente de qualquer outro livro do mesmo gênero. Nem os personagens principais conseguiram passar os sentimentos vividos no momento.

Particularmente, nada do filme ficou marcado na minha memória, nem os diálogos, os momentos de emoção e ação não foram feitos de uma maneira que me levasse a dizer que eu realmente gostei dessa parte. Tudo ficou aquém, principalmente para quem nunca leu nenhum dos livros como eu, a forma como a história foi narrada não explicou bem cada um dos locais que a trama passou e isso deixou uma lacuna confusa e sem ligação.