Distribuidora: Paris Filmes | Estréia: 23/03/2017 | Orçamento: US$ 105 milhões | Gênero: Ação | Duração: 02h:04
 

Com a promessa de uma viagem à infância, entra nos cinemas essa semana o filme “Power Rangers”. Se você for um nascido nas décadas de 80 e 90, tenho certeza que está louco por esta sessão de nostalgia.

O filme conta a história dos adolescentes Jason, Billy, Zack, Kimberly e Trini, um grupo de personalidades bastante diferentes que estudam no mesmo colégio na cidade de Angel Grove e, por diferentes motivos, foram parar na detenção escolar. Sem nenhum vínculo de amizade entre eles, acabam sendo colocados em um mesmo local onde encontram juntos, uma “moeda” de cor diferente para cada um. Após este incidente, eles começam a perceber mudanças significativas em força e agilidade e precisam um do outro para entender o que está acontecendo. Neste contexto conhecemos também uma antiga civilização alienígena que luta desde a era cenozoica pela proteção do mundo, sendo o lado bom liderado por Zordon e o mal por Rita Repulsa.

Como uma antiga fã de Power Rangers, eu estava doida por esta estreia e até a incluí nos 40 Filmes Mais Aguardados de 2017 (que se você não viu, pode ver AQUI). E de uma forma geral eu posso dizer que infelizmente não superou as minhas expectativas, apesar de no geral não ser uma experiência ruim.  Vou falar melhor sobre isso.

O filme apresenta durante todas as suas 2 horas um cenário muito escuro, que me lembrou o novo “Quarteto Fantástico”. Além disso teve um foco muito grande na origem do grupo e personalidades dos personagens. Mas isso não seria um ponto negativo se não estivéssemos falando de 1 hora e 35 minutos de história para enfim chegar a 25 minutos finais de ação e nostalgia.

Por outro lado, o filme explorou um lado da história dos heróis coloridos pouco conhecida e de certa forma necessária para a clara franquia que desejam iniciar. Muito se é falado sobre a vida de cada um dos 5 adolescentes, abordando suas inseguranças e necessidades. O atleta indisciplinado, o inteligente e portador de certo grau do espectro autista, o rebelde, a popular e a incompreendida trabalham juntos, apesar de certa resistência inicial, treinando e conhecendo a nova condição.

Power Rangers Movie

Sobre os novos atores não há o que reclamar, o grupo entrega bem o que é proposto. O grande destaque é sem dúvidas a Rita Repulsa de Elizabeth Banks. A atriz deu um ar maligno e misterioso ao personagem, além de entregar vários fatos de sua história que justifiquem as suas escolhas atuais, e se tornou pra mim o ponto alto do filme.

Sendo assim, repleto de referências e com uma cena pós-créditos, o filme promete o início de uma nostálgica franquia que, espero muito, acerte em bem mais pontos da próxima vez.