Filme: O melhor professor da minha vida |  Distribuidora: Imovision |  Estreia: 05/10/2017  |  Gênero: Comédia dramática |  Duração: 1h 46min

 

No dia 05 de outubro, quinta-feira, chega aos cinemas o filme O melhor professor da minha vida. Roteiro e direção do francês, Olivier Ayache-Vidal (My Last Role, Coming-out), tem no elenco Denis Podalydès (Chocolate, O Amor é um crime perfeito) e Abdoulaye Diallo entre outros. Por ser um filme francês, talvez os atores não sejam muito conhecidos (eu particularmente não reconheci nenhum deles).
O filme conta a história do professor François Foucault (Denis Podalydès), de 40 anos, um professor de Literatura de um renomado colégio de Paris. Ele é bem rígido em sua metodologia para com os alunos por causa de sua criação quando criança. Em um determinado momento, François faz um comentário sobre como é o ensino nas escolas da periferia de Paris, e uma pessoa do meio educacional escuta. Agathe (Zineb Triki) se apresenta e deixa seu cartão com François para que marquem um almoço.
Agathe é uma pessoa influente no meio educacional e marca um almoço com François, este entende que será um almoço informal, pois acha que rolou algo… Porém quando chega o dia do referido almoço, não é bem o que ele imaginou. Por causa de seu comentário anterior, é feita uma proposta para François de passar um ano na rede escolar da periferia de Paris, para avaliar o sistema educacional. No começo ele resiste, mas acaba se vendo compelido a aceitar, pois seria uma grande oportunidade.
O ano letivo começa e o professor vai para nova escola, e já no trajeto ele repara como as coisas são diferentes da parte da cidade que ele reside, tanto no bairro quanto na escola onde irá lecionar. Como todo professor, ele tem de impor respeito e precisa conquistar os alunos, tarefa nada fácil, uma vez que estes não são tão estudiosos e empenhados como os da outra escola. Vemos então no decorrer do filme, o empenho de François para fazer com que os alunos o respeitem e queiram estudar, pois não é algo que eles gostem. Para incentivar a leitura ele sugere que os alunos leiam “Os Miseráveis”, mas só desperta o interesse deles, quando fala sobre os personagens como se fossem pessoas normais e não fictícias.
Ele trabalha com o livro uma boa parte do filme, o que achei bem interessante, pois conseguiu mostrar como ele fez com o que os alunos estudassem e melhorassem as notas. Um aluno em especial Seydou (Diallo) desperta a ira e o interesse de François, e irão acontecer muitos atritos durante o filme. Algo que no fim será uma lição para os dois.
Filmes franceses são um pouco diferentes do que estamos acostumados, pelo menos no meu caso, pois é mais comum chegar até nós filmes americanos (principalmente os tidos como blockbuster), o que gera uma maior facilidade como o idioma e como estilo patriota dos filmes do país. Além disso, são bem mais divulgados e possuem maiores orçamentos. Esse filme me surpreendeu por não ser nada desse tipo, então, não sei  dizer se todos vão gostar, uma vez que  não são muito populares no Brasil. Mas eu gostei da história, ensina que não devemos ficar estagnados na vida, temos de fazer algo para sermos alguém.
A história se passa em Paris, nos primeiros momentos na parte rica da cidade e depois na periferia. O diretor soube retratar bem como são as salas de aula, com todos os tipos de alunos. Contou também a dificuldade dos professores na questão do ensino, que não deve ser nada fácil. Acho válida a experiência de assistir a esse filme, pois além da história com uma mensagem bonita, nunca é demais variar o nosso repertório cinematográfico.
Essa matéria foi escrita por Raquel Carvalho enquanto ainda era colunista do Coisas de Mineira