CRÍTICA DE ESTREIA | MAMMA MIA 2: LÁ VAMOS NÓS DE NOVO

Distribuidora: Universal Pictures | Estreia: 02/08/2018 | Orçamento: U$ 75 milhões | Gênero: Musical, Comédia | Duração: 01:54h

Acontece hoje nos cinemas a estréia de “Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo“, seqüência do queridíssimo Mamma Mia, lançado em 2008. Se por um lado é difícil encontrar quem não goste do primeiro filme, que foi adaptado do também aclamado musical, é fácil encontrar hoje, após 10 anos, pessoas confusas com a real necessidade em se mexer na história. Posso dizer com propriedade, sou uma delas.

A história começa com Sophie, claramente mais velha, cantando lindamente a música de subida dos créditos do filme anterior, “Thank you for the music“. Tudo gira em torno da organização que ela está fazendo do evento de inauguração do hotel que sua mãe sempre sonhou, apesar de Donna não poder estar presente. O marido de Sophie, Sky, está em Nova York fazendo um curso de hotelaria e o casamento dos dois está um pouco abalado. Seus três pais vivem uma vida profissional corrida e atribulada e talvez não consigam estar presentes. Suas tias, as Dinamos Tanya e Rosie, tentam suprir da melhor forma divertida e tradicional as ausências do evento, inclusive a da avó da garota, mãe de Donna, que nunca quis estabelecer contato. É neste clima nostálgico que Sophie começa a pensar sobre a chegada de sua mãe à região na adolescência e a decisão de ali permanecer, o que mudou suas vidas por completo.
Como fã declarada de musicais, e especificamente de Mamma Mia, confesso que mexer no que já era tão bom me deixou apreensiva. Claro que existe sim a empolgação por poderem incluir novas músicas e performances, mas a ideia por si só de um filme onde a maravilhosa Donna de Meryl Streep não apareça em 95% dele já é preocupante. Some isso a uma justificativa desastrosa e aparições também curtas dos demais personagens e posso te dizer que nem a inclusão da diva Cher ao elenco foi capaz de suprir.
Mas não se engane, não estou dizendo que o filme é ruim, eu apenas não sei dizer se era realmente necessário. Ao que se propôs eu achei que atingiu sim o seu objetivo: divertido, nostálgico, emocionante. A impressão que tive foi que quiseram fazer uma nova história aproveitando a brecha da adolescência de Donna pouco explorada, seja por motivos financeiros e/ou de comemoração de 10 anos de sucesso, porém lidaram com um grande impasse de seu elenco contar com nomes muito famosos e ocupados (Meryl Streep, por exemplo, é uma atriz que declaradamente não aceita fazer sequências). O resultado foi um filme de flashback com participação especial dos personagens já queridos.
E se Meryl não pôde brilhar dessa vez, ela foi substituída com maestria por Lily James que esbanjou talento no papel da jovem Donna Sheridan. Canto, dança, interpretação, tudo na medida certa, salvando uma tentativa fadada ao fracasso. Ouso dizer que Lily salvou a história até mesmo da chata personagem que a Sophie de Amanda Seyfried se tornou, que com o amadurecimento perdeu toda aquela leveza do primeiro filme. Christine Baranski (Tanya) e Julia Walters (Rosie) continuam sendo o melhor alívio cômico e também são bastante responsáveis por elevar a qualidade do que é entregue. Os jovens e adultos Harry, Sam e Bill cumprem bem o seu papel, com destaque para o jovem Bill de Josh Dylan e o adulto Harry do maravilhoso Colin Firth.

Então, resumindo, eu gostei muito da produção, de estar de volta ao cenário grego paradisíaco, cantei junto com as músicas novas e repetidas, adorei saber a história da juventude de Donna e a forma que se envolveu com os 3 pais de sua filha.  Acredito que, como o anterior, deva ser um filme para se assistir mais de uma vez (eu com certeza o farei) mas aconselho que vá de mente aberta para encontrar não uma sequência e sim um extra de “como tudo começou”. Assim será somente diversão!