Distribuidora: Cineart Filmes | Estreia: 22/03/2018 | Gênero: Drama | Duração: 1h53

Florence Green (Emily Mortimer) é uma viúva que se mudou para uma pequena cidade costeira na Inglaterra, a fim de refazer a sua vida. Decidindo abrir uma livraria no local, ela vai contra os moradores, que não acreditam que o empreendimento possa ser uma boa coisa, já que as pessoas que moram por lá não tem o costume de ler. Entre desafios e olhares tortos, a viúva abre sua livraria, mas nem todos a aceitam e os problema não foram todos solucionados. Inspirado no livro homônimo de Penelope Fitzgerald, lançado pela editora Bertrand Brasil, “A Livraria” chega nos cinemas no dia 22 de março.

A primeira coisa que preciso dizer do longa é: é um gênero peculiar. Falo isso, porque não é qualquer pessoa que fica quase 2 horas no cinema assistindo um filme que possui muita pouca ação – para não falar nada -, e que tenha um ritmo bem lento – para não falar parado. E sinceramente, eu sou uma dessas pessoas. Alguns já nessa parte vão desistir de ver a produção, tenho certeza, mas vamos falar um pouco dela então. Cheio de intrigas de uma sociedade preconceituosa, na década de 50, é interessante ver como Florence enfrenta os homens que entram em seu caminho dificultando a abertura da livraria, e uma mulher poderosa da cidade, que não possui o costume de ouvir “não” para as suas propostas.Podemos ver uma relação em que o dinheiro e o poder, acabam sendo as coisas mais poderosas. E o enredo – apesar de ser um pouco mascarado e revelar algumas coisas bem no final – é cheio de intrigas. Vejo alguns problemas na produção, é claro, como focar tanto na livraria e em Florence, que não mostram o sucesso de outros comércios que afetam a história. Ou como, a livraria acaba sendo um sucesso, mesmo com toda a resistência da sociedade que dizia “não ler”. Espero que o livro, mostre isso, não o li, mas já entrou na minha lista.

Apesar disso, teve uma parte no filme que sinceramente me impressionou. Christine Gippin (Honor Kneafsey), uma menina de uns 11 ou 12 anos, é contratada por Florence para ajudá-la na livraria, e foi um dos grandes ápices e destaques para mim, no longa. Honor, interpretou seu papel muito bem, e a personagem em si, me encantou desde a primeira cena, até a última em que fiquei bem orgulhosa daquela menina atrevida. Outra coisa que não deixei de notar, é que a imagem reproduzida na tela, passa aquela sensação de ser uma produção mais antiga, com pouco brilho, deixando as cores mais escuras e ambientado na década em que se passa.

SOBRE: 

“A Livraria” teve 31 indicações para prêmios e foi vencedor de 12 delas, entre as premiações está o Cinema Writers Circle Awards, da Espanha, em que venceu em cinco categorias, três dela dando o prêmio a diretora do longa, Isabel Coixet (Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado). Tendo nascido na Espanha, Coixet tem em sua bagagem mais de 30 trabalhos como diretora, entre eles está “A Vida Secreta das Palavras”. No elenco, além de Emily Mortimer (“A Invenção de Hugo Cabret”, “O Idiota do Meu Irmão” e “Ilha do Medo) e Honor Kneafsey (“O Príncipe do Natal”, “Pesadelos Mortais” e “Já Estou com Saudades”), também estão Patricia Clarkson (“Maze Runner”, “House of Cards” e “A Ilha do Medo”) e Bill Nighy (“Anjos da Noite”, “Piratas do Caribe” e “Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1”).