Filme: Blade Runner 2049 | Distribuidora: Sony Pictures | Estreia: 05/10/2017 | Gênero: Ficção | científica, Suspense | Duração: 2h 32min | Orçamento: US$ 185 milhões

Essa semana estreia o tão aguardado Blade Runner 2049, longa sobre ficção científica e suspense do diretor canadense Denis Villeneuve, conhecido por “A Chegada”. No elenco contamos com grandes nomes como Ryan Gosling (La La Land), Harrison Ford (Star Wars), Jared Leto (Clube de Compras Dallas), Ana de Armas (Cães de Guerra), Sylvia Hoeks (O melhor lance), Robin Wright (Mulher Maravilha), Dave Bautista (Guardiões da Galáxia vol.2).

Para nos ambientarmos, vou colocar a sinopse do primeiro filme, uma vez que creio que quase ninguém assim como eu, assistiu ou não recorda dele.

Blade Runner, O Caçador de Androides: “No início do século XXI, uma grande corporação desenvolve um robô que é mais forte e ágil que o ser humano e se equiparando em inteligência. São conhecidos como replicantes e utilizados como escravos na colonização e exploração de outros planetas. Mas, quando um grupo dos robôs mais evoluídos provoca um motim, em uma colônia fora da Terra, este incidente faz os replicantes serem considerados ilegais na Terra, sob pena de morte. A partir de então, policiais de um esquadrão de elite, conhecidos como Blade Runner, têm ordem de atirar para matar em replicantes encontrados na Terra, mas tal ato não é chamado de execução e sim de remoção. Até que, em novembro de 2019, em Los Angeles, quando cinco replicantes chegam à Terra, um ex-Blade Runner (Harrison Ford) é encarregado de caçá-los.”

A história se passa em Los Angeles, 30 anos após os acontecimentos do primeiro filme. Temos novamente a caçada dos Blade Runner aos replicantes que se rebelaram conta a humanidade e o perigo dessa vez pode ser maior do que foi no passado. K (Ryan Gosling) é um dos caçadores enviados para “aposentá-los” e manter a ordem das coisas.

Já na primeira parte do filme vemos K, em ação, que faz seu trabalho bem, (bem até demais), pois encontra algo que poderá desencadear grande caos sobre a humanidade. Quando este leva o que achou para seu superior, A Chefe(Robin Wright) esta o instrui a destruir tal “problema”, pois precisam manter a ordem na cidade. K, então vai cumprir sua tarefa reunindo informações e nesse meio tempo, atraindo para sua investigação olhares que não estão jogando do mesmo lado que ele.

No meio da investigação ele tem acesso a algumas informações na empresa Wallace, que pertence a Naider Wallade (Jared Leto), onde sua funcionária Luv (Sylvia Hoeks) fornece informações que irão ajudar no caso. Só que nem tudo é o que parece. Luv não é tão boazinha quanto tenta mostrar pra K, porém esse nem desconfia… Vemos um K em conflito consigo mesmo, a respeito de suas memórias, que ele não sabe se são reais ou implantadas. O desejo de descobrir a verdade o leva até San Diego, onde encontra Deckard (Harrison Ford), um ex Blade Runner, que guarda um grande e enigmático segredo, este pode fazer com que a humanidade tema os replicantes muito mais do que já teme.

Locais como Tóquio, Los Angeles e San Diego são retratados no filme com uma fotografia marcante, vemos cidades com muitos letreiros em neon, principalmente Tóquio, por ser considerada uma cidade futurística. Cidades extremamente populosas e com cenários pós-apocalípticos, com cenários devastados por bombas e radiação.

Atuação dos atores foi muito boa, no meu ponto de vista, pois conseguiu prender minha atenção, principalmente a do Ryan Gosling, foi uma que me deixou bem ligada na trama. Harrison Ford, também teve uma boa atuação, me surpreendi com a atriz Sylvia Hoeks, pois no começo achei a personagem dela bem gentil, porém me enganei redondamente, a atuação dela, conseguiu me enganar… O filme conta com muita ação, existem também cenas mais lentas, tem duração de mais de 2 horas, então recomendo que prestem muito atenção, tem vários detalhes e algumas referências, como quando A Chefe diz para K, que “ele não tem alma, sendo assim eles são escravos” (isso foi usado pela igreja católica para apoiar a escravidão).

No geral o filme te prende e faz com que tenha várias teorias sobre os acontecimentos (eu tive duas e no fim vi que estava muito enganada…). Me surpreendi com a história, uma vez conseguiram manter o foco do primeiro filme, mesmo tendo como intervalo de tempo, de 30 anos. Apesar de longo, eu achei interessante, fui sem saber quase nada sobre ele para a sala de cinema, dei uma lida rápida na sinopse que publiquei no começo do post para não ficar tão perdida, durante a exibição. Confesso que tiveram partes lentas, mas que mesmo assim me fizeram prestar muita atenção na história.

Essa matéria foi escrita por Raquel Carvalho enquanto ainda era colunista do Coisas de Mineira