Distribuidora: Warner | Estréia: 17/08/2017 |  Gênero: Mistério, Terror   | Duração: 1h 49m
Não é difícil encontrar amantes do gênero terror, pessoas que acompanham fielmente tudo que é lançado, mas que também já assistem filmes deste gênero desde Jason e a sua famosa sexta-feira 13 ou o Exorcismo da menina que vomitava vitamina de abacate. Esse público que se julga fissionado estava carente e não era de hoje, voltando essa conversa para antes de 2013, é desafiador encontrar algum filme de terror bom durante um longo período, até que fomos apresentados (e agraciados) com mundo de Lorraine e Ed Warren, e a maravilhosa franquia de Invocação do Mal, que veio como um oásis para os órfãos do verdadeiro terror (e horror), órfãos esses que responderam prontamente indo aos cinemas e tornando a franquia uma das mais bem sucedidas (e lucrativas) de todos os tempos.


Dirigido por David F. Sandberg mesmo diretor de “Quando as Luzes se Apagam”Annabelle 2 é derivada da franquia “Invocação do Mal” e foi produzida pela famosa dupla Peter Safran e James Wan, conhecidos pelos sucessos que tiveram juntos em Invocação do Mal, Annabelle, Aquaman, entre outros. James é famoso individualmente por ser o diretor do fenômeno Jogos Mortais I e produtor de diversos outros filmes campeões de bilheteria, como Velozes e Furiosos 7. A sequencia do aclamado Annabelle I que faturou algo próximo de 257 milhões de dólares no mundo todo em 2014, como o nome ja leva a entender vem para explicar como e onde toda a maldição começou.
Quem assistiu Annabelle 1 sabe que algumas perguntas ficaram sem respostas ao longo do filme e por mais que você prestasse atenção ou visse novamente, certas coisas realmente não se obtinham apenas vendo o longa. Apesar de ter sido um dos melhores (e mais bem sucedidos) filmes da franquia Invocação do Mal, ele deixou muitas coisas em aberto, muitas dúvidas no ar e era extremamente necessário um novo filme que se passasse antes do primeiro para vir respondendo nossas perguntas e fechando lacunas deixadas abertas em 2014 quando fomos oficialmente apresentados a essa maravilhosa boneca (quase) do mal.
Modéstia a parte, não sinto medo de filmes de terror, já assisti tantos que estou acostumada com as histórias, porém mesmo (muito) escolada com longas dessa temática, confesso que Annabelle me assustou bastante. O filme trabalha perfeitamente com o que tem, fazendo uso magistral da sua fotografia, e focando bastante no tom sombrio, na atmosfera de panico que faz parte do DNA da casa onde é filmado, ao mesmo que abusa (sem ser cansativo) do velho clichê de assustar o publico com ‘coisas’ aparecendo do nada e algo se movendo no fundo da tela, por isso é normal ouvir gritos durante a sessão e não será surpresa se pegar depois pensando (ou temendo) alguma cena especifica.
Localizado em algum lugar no passado de Annabelle I, o segundo filme pode ser dividido em duas (talvez três) partes, Introdução e Desenrolar Final, porém como já havia dito, se quisermos acrescentar uma terceira parte, não fica estranho, pois quando achamos que o filme acabou, ele começa exatamente de onde a gente precisava, fechando assim a ultima lacuna que ficou aberta no longa anterior. O habilidoso artesão de bonecas Samuel Mullins e a sua esposa são o tipico casal do século XIX, vão a igreja aos domingos, se dedicam á sua família e trabalham, eles têm uma unica filha, uma linda garotinha que infelizmente morre de maneira trágica e chocante (levei um susto no cinema).
Anos apos terem perdidos a sua querida e muito amada Abelinha (como era chamada e conhecida por todos) o casal Mullins que jamais superou a perda de sua primogênita, resolvem acolher em sua casa, com o intuito de trazer um pouco de vida, alegria e luz para os seus dias, uma jovem freira e mais seis meninas órfãs que precisam de uma casa para ficar por um período de tempo que embora não determinado no filme, parece ser algo próximo do ‘para sempre’. Logo no primeiro dia da mudança, no meio da euforia e agitação. uma das crianças sente algo estranho na casa, mas nada que cause alguma alerta ou supere a satisfação de estar morando na casa dos seus sonhos.Porém o que começo é tido como cisma ou invenção da mente das crianças, com o passar do tempo e o desenrolar dos dias, vai ficando claro que os Mullins não se tratam de pessoas comuns atormentadas pelas difíceis lembranças, mas sim uma família que fez péssimas escolhas em um momento de desespero, e em uma delas acabou trazendo o verdadeiro mal eternamente para dentro de suas vidas. É necessário agora que a freira e as crianças encontrem uma maneira de escapar com vida do próprio demônio que reside naquela casa e de uma amedrontadora boneca criada por Sr. Mullins, Annabelle.

Na minha humilde e nada profissional opinião, Annabelle 2 é melhor que o primeiro, pois além de ter uma história que nos prende e arrebata desde o primeiro minuto, nos causar sustos reais, ele é autoexplicativo, de maneira que se sai do cinema com a certeza de ter entendido e compreendido tudo que precisa saber a respeito da história de Annabelle. Vou terminar essa resenha falando que a minha parte favorita do longa são os minutos finais, pois são neles que Annabelle 2, é anexado perfeitamente em Annabelle I, fazendo com que assim seja concluindo sabiamente, de maneira correta este derivado da franquia de Invocação do Mal, dando o fim merecido a essa trama e nos deixando totalmente livres, para conhecer o próximo filme, The Nun, previso para lançar em julho de 2018.