A Editora Arqueiro convidou seus blogueiros para falar sobre seu próximo lançamento o livro Profundo e Intenso de Robin York, que aborda um tema muito atual “Revenge Porn” – vingança pornô ou pornografia não consensual.

Você já deve ter visto algum caso na internet sobre o assunto? Podemos citar dos mais famosos casos brasileiros o da atriz Carolina Dieckmann que teve em maio de 2011, copiadas de seu computador pessoal, 36 (trinta e seis) fotos em situação íntima, que acabaram divulgadas na Internet e viu sua vida virar um inferno.

Casos assim tem sido cada dia mais frequentes e muitos causados por conhecidos da vitima, varias mulheres tiveram suas fotos nuas divulgadas por ex- namorados inconformados com o termino do relacionamento e com isso tiveram sua privacidade (como de seus familiares) destruída.

No livro a personagem Caroline além de sofrer as consequências de tamanha exposição não viu seu algoz tendo que prestar contas a justiça, o que revolta e da a sensação de abandono por parte das autoridades dos EUA.

No Brasil devido ao caso da Carolina Dieckmann foi sancionada em 3 de dezembro de 2012 a Lei Brasileira 12.737/2012 – que tem o mesmo nome da atriz – milita contra esse tipo de crime (tipificando os chamados delitos ou crimes informáticos) e permite as vitimas a questionar e cobrar legalmente do criminoso sua atitude desrespeitosa. E não se engane achando que só mulheres passam por isso, atores também tiveram suas fotos nuas divulgadas, porém devido ao machismo a tratativa sobre esses casos é outra. ,

Enquanto os homens levam o titulo de garanhão as mulheres são (em muitas situações) tratadas como culpadas e ouvem frases como: “ela pediu por isso, se mandou foto assim e por que estava querendo aparecer”, com essa postura das autoridades a vitima começa a ser perseguida recebem propostas indecorosas e chegam a sofrer agressões.

O tema é extremamente interessante, afinal somos todos passiveis de tal agressão, mas o que vale é a reflexão e o conhecimento de que isso é crime e que tem leis feitas para proteção.

A Lei vem merecendo críticas de juristas, peritos, especialistas e profissionais de segurança da informação, pois seus dispositivos são amplos, confusos e podem gerar dupla interpretação, ou mesmo interpretação subjetiva, o que pode ser utilizado para enquadramento criminal de condutas triviais ou mesmo para a defesa e respaldo de infratores cibernéticos, o que tornaria a lei injusta e ineficaz. Para outra corrente, ainda, as penas são pouco inibidoras, sendo muitas situações enquadráveis nos procedimentos dos Juizados Especiais, o que poderia contribuir para a não eficiência no combate ao crime cibernético no Brasil.

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