Ahhhhh o Natal! Um dos feriados mais amados do ano, por suas cores, simbolismo e mensagens positivas, nunca passa batido pela indústria cinematográfica. Todos os anos, conforme se aproxima a data, começam a chegar as produções com esse clima bem “Jingle Bells”, água com açúcar, que a gente debocha, mas no fundo não vive sem.

Os filmes que integram essa categoria, não são lançados pra serem do estilo cult, ou dramáticos demais. Eles têm uma missão mais simples a cumprir, que é trazer suavidade após um ano desgastante (2020 que o diga) e nos reconfortar. Partindo desse pressuposto, um dos gêneros quase que consagrados para esse período são as sempre bem-vindas comédias românticas.

De fato, Amor com Data Marcada é um daqueles romances bem “água com açúcar”, o destaque certamente vai para a premissa do “ferigato”- na tradução brasileira. Este é um filme bem cativante e relaxante, bom para assistir após uma semana cansativa. E Embora tenha algumas falhas, é uma ótima produção para dar início à magia de fim de ano.

AMOR COM DATA MARCADA

Amor com Data Marcada apresenta, duas pessoas totalmente diferentes, mas que todo mundo sabe que ficarão juntas noventa minutos depois.

Sloane (Emma Roberts) e Jackson (Luke Bracey) odeiam ficar solteiros nos feriados – a moça enfrenta o julgamento constante da família intrometida, enquanto o rapaz lida com uma garota grudenta.

Quando esses dois estranhos se encontram, eles entram no acordo de ser o “ferigato” um do outro em todas as ocasiões festivas do ano que se inicia. Sendo assim, o longa é tão previsível quanto o resumo apresentado acima, contudo, começa forte na comédia e mostra a realidade do quanto uma família pega no pé de alguém solteiro nas festas de fim de ano.

Quem nunca escutou um “e as namoradinhas?” entre o amigo oculto e ceia que atire a primeira pedra. E Não importa que o filme seja uma comédia romântica, assim que ele insere elementos com os quais a pessoa se identifica, ganha pontos com a audiência.

AMOR COM DATA MARCADA

A trama consegue dar bastante agilidade à história central, de forma que vemos os protagonistas passando por várias datas comemorativas juntos. Mas como nem tudo sai como planejado, a ideia que inicialmente parecia brilhante e inofensiva vai os envolvendo mais do que o combinado.

É a partir desse momento que a história começa, lembrando bem filmes como Sexo Sem Compromisso e Amizade Colorida, que os protagonistas resolveram misturar sexo com amizade e garantiram que não fosse dar em nada, mas como se trata de uma comédia romântica, é claro que as coisas não acabaram assim.

Sob direção de John Whitesell, e roteiro assinado por  Tiffany Paulsen, a produção segue à risca a fórmula clássica de outros filmes do gênero, afinal, uma comédia romântica sem briga entre os protagonistas e final clichê, não tem graça. Um ponto positivo para a trama é a construção dos personagens enquanto casal, de forma espontânea e natural o amor nasce entre os dois.

AMOR COM DATA MARCADA

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Não só isso, Amor com Data Marcada ainda traz as mulheres da trama quebrando o tabu sobre prazer feminino e sexo sem a menor hesitação na frente das câmeras, além de abrir espaço para o consumo de maconha entre alguns personagens.

Infelizmente, o filme acaba perdendo um pouco o ritmo conforme a história se desenvolve, dando a impressão que o humor engraçadinho vivido pelo casal principal acaba esgotando, fazendo o roteiro recorrer para piadas escatológicas e tiradas sem sentido, esfriando a expectativa de quem assiste e podendo facilmente ter quinze ou vinte minutos a menos de duração.

Mesmo assim, Amor com Data Marcada não é totalmente dispensável, mas acaba limitando-se demais a agradar os fãs do gênero, mesmo que exista uma tentativa de sair da zona de conforto. A atuação do casal principal cativa, mas às vezes acaba carregando todo o restante da cena nas costas.

CURIOSIDADE

O nome original do filme é Holidate, que nada mais é do que um trocadilho feito a partir da junção da palavra holiday, que significa feriado em inglês, com a palavra date, que significa encontro.

Esse termo diz muito sobre o enredo do filme. O brasileiro, como não tem limites, criou seu próprio trocadilho para usar no lugar de holidate, por isso durante o filme não se surpreenda quando se deparar com o exótico termo ferigato/ferigata. Um pouco ridículo? Sim, com certeza.