CRÍTICA: O PRIMEIRO HOMEM
Estreia: 15/10/2018 | Duração: 2h 22min  | Direção: Damien Chazelle | Elenco: Ryan Gosling, Claire Foy, Jason Clarke | Gêneros Drama, Biografia Distribuidor: UNIVERSAL PICTURES

 

Você sabe quanto custou para que o homem fosse à lua, em dinheiro e em vidas? Essas são perguntas que muita gente quer saber e as respostas podem dizer muito sobre a história da humanidade. Por isso, o filme “O primeiro homem” conta a história de Neil Armstrong ( Ryan Gosling ), o pioneiro nesta empreitada que mudou a relação homem e espaço.

A história se inicia num ritmo bem acelerado,  apresentando rapidamente seus personagens, e principalmente o tão pesado trauma que Armstrong terá que carregar durante toda sua jornada neste filme. Provavelmente, esta teria sido uma boa escolha, se esse início tivesse sido um pouco mais desenvolvido, até mesmo para o telespectador entender toda a dor que essa perda significou para o protagonista.

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CRÍTICA: O PRIMEIRO HOMEM

Assim como vários outros filmes focados na biografia, “O primeiro homem” aposta nas emoções e nas relações que Neil  constrói com sua família e amigos antes de sua partida,  os sacrifícios e custos que movimentaram toda uma nação durante uma das mais perigosas missões na história das viagens espaciais. O desafio do longa, entretanto, é ainda maior do que imaginamos visto que Neil é desenhado como um homem de poucas palavras e muito fechado em si mesmo.

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Então o longa se decorre enfatizando as emoções e a vida amorosa de alguém com poucas demonstrações de afeto. Essa identificação e envolvimento com alguém tão introvertido, foi brilhantemente interpretada Ryan Gosling que era considerado apenas um galã de comédias românticas e vem nos últimos anos se destacando em histórias com uma  tônica perfeita como esta que o personagem precisava. Claire Foy, que interpreta a esposa do astronauta não fica por menos,  segurando firmemente o clima e a tensão que toda essa empreitada representa.

Desde essa primeira cena, o filme já nos prepara para um verdadeiro espetáculo visual e fotografia. O  cuidado com as cores colocam o espectador na atmosfera terrestre, e vemos um deslumbre incrível através dos olhos do protagonista.  Sem contar seus efeitos sonoros que possibilitam se imaginar e se sentir dentro da cabine de um foguete.

Acredito que além da qualidade técnica, não só dos atores e do diretor (Damien Chazelle – que  já entrou para a história do cinema sendo o mais jovem a ganhar o Oscar de melhor diretor, pelo seu trabalho no musical La La Land – Cantando Estações) como também pela sensibilidade que há no roteiro, fazem deste filme um dos indicados para o próximo Oscar.

Entretanto, assim como vários indicados, é possível que o longa não tenha uma aceitação muito grande pelo público, pois o filme possui um ritmo bastante lento, poucos diálogos e muitas lacunas a serem preenchidas com as sensações e interpretações do espectador.