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A DAMA MAIS APAIXONADA – JULIA QUINN, ELOISA JAMES E CONNIE BROCKWAY

26 agosto, 2020 por

Em “A dama mais apaixonada”, Taran Ferguson é um proprietário de terras da Escócia sem herdeiros e com dois sobrinhos. Quando os sobrinhos, o Conde de Rocheforte e o Conde de Oakley, vão visitá-lo no antigo castelo do tio, recebem um estranho presente de natal: ele invadiu a festa de Natal de um lorde inglês e sequestrou quatro adoráveis mulheres para seus herdeiros escolherem como esposas.

O que eles não esperavam, é que um duque (conhecido na primeira história) acabasse indo junto também, e que uma nevasca, deixasse as estradas para o castelo inacessíveis, durante alguns dias. O plano de Ferguson, não podia ter saído melhor, afinal, com a estradas fechadas, as damas não podem sair do castelo e seus herdeiros têm mais chances de conseguirem uma esposa. Essa é a sinopse do segundo volume da duologia “A dama mais”, lançada em 2019 pela editora Arqueiro.

“(…) – Marília não apenas é herdeira, como também é linda.
– A beleza está nos olhos de quem vê – retrucou prontamente o conde.
Fiona o encarou. Não conseguia imaginar uma única pessoa que fosse considerá-lo menos do que lindo, e isso também valia para Marília.”

Eu preciso confessar que quando peguei o livro foi com um pequeno receio, afinal, nunca li nada sobre escoceses. O início da história, foi um pouco puxado para mim, eu já estava com esse receio, o que confesso, atrapalhou o início. Outra coisa que eu achei, foi que a parte do sequestro ficou muito lenta e confusa. Foram apenas algumas páginas que eu não consegui manter a atenção na leitura. Não sei se isso acontece com vocês, de não conseguir manter o foco em um livro.7

Mas ainda bem que venci o início, porque quando entrei na história, meu Deus, que história maravilhosa. Eu já contei para vocês, na primeira resenha, como havia amado a forma como as autoras escreveram a história, encaixando suas narrativas. Mais uma vez, elas não nos entregaram casais prontos, muito pelo contrário, tivemos que ir conhecendo o mocinho e a mocinha com o passar de uma autora para outra.

Uma mania que eu tenho, ao ler livros, é tentar supor finais e acontecimentos. Nessa história, fui tentando supor os casais que iam se formar, com pequenas pistas que eram dadas no decorrer da leitura. Nem todas as suposições foram corretas e confesso que elas me surpreenderam com alguns fatos que ocorreram. Espero que vocês se surpreendam também, principalmente com o final. Mas sem spoilers não é mesmo?

“- A senhorita é linda, tem uma beleza suave. É como uma flor que só conseguimos ver depois que nos afastamos da carruagem e seguimos campo adentro: então, escondidas atrás de uma pedra, lá estão suas pétalas azuis como uma gota de oceano em plena terra firme.”

Um personagem que peguei ranço em alguns momentos e em outros gostava, foi o Taran. Ele tinha atitudes que me deixava irritada e outras com o qual eu concordava completamente. Aliás, se não fosse a ideia insana de fazer um sequestro, não teríamos um livro tão divertido. Inclusive, essa foi uma das atitudes que me deixou irritada. No início, o sentimento que tive era que ele tratava as damas como mercadorias. Mas como disse, em outros momentos, ele me fazia rever a avaliação que tinha sobre ele.

Assim como na história anterior, cada a autora tinha alguns capítulos e o seu casal para desenvolver durante esses capítulos, ele ficou dividido da seguinte forma: prólogo e capítulo um, as três autoras juntas; capítulo dois a oito, Julia Quinn, capítulo nove a dezessete, Eloisa James, capítulo dezoito a vinte oito, Connie Brockway; epílogo, as três autoras. Diferente do primeiro livro, em “A dama mais apaixonada” não teve capítulo de transição com as três autoras de uma história para a outra. Mas não se preocupe, isso não faz com que o livro fique ruim. Acredito que o primeiro tenha sido daquela forma porque Carolyn tinha seu trabalho de cupido para desempenhar, buscando uma esposa para o seu irmão.

Outra coisa que preciso dizer é que os livros podem ser lidos separadamente. Apesar de nesse livro um personagem do primeiro aparecer, as histórias fluem bem separadas. Mas, como eu sou uma pessoa que gosta de ordem e já havia comprado os dois livros juntos em uma promoção maravilhosa da Amazon, li eles na ordem.

“- O que as pessoas pensam de uma pessoa e quem essa pessoa realmente é nem sempre são a mesma coisa.”

Julia Quinn, rainha dos romances de época, já atingiu a marca de 10 milhões de livros vendidos, tendo seus romances lançados em 29 países. Aqui no Brasil, a Arqueiro já traduziu e lançou quase 30 livros da autora, tendo como lançamento mais recente a edição de luxo de “O Duque e Eu” da série “Os Bridgertons” que vai ter uma adaptação produzida pela Netflix.

Eloisa James já escreveu mais de 20 best-sellers, ela escreveu seu primeiro romance logo depois de se formar em Harvard, mas o manuscrito foi rejeitado por todas as editoras. Depois disso, Eloisa estudou mais, conseguiu um emprego como professora especializada em Shakespeare, escreveu novamente e ao enviar seu manuscrito, teve sucesso. Eloisa cita em seu site, que uma ironia de sua vida é que, como uma escritora de romance, é casada com um verdadeiro cavalheiro italiano.

Connie Brockway é autora de diversos livros da lista de mais vendido do The New York Times e do Usa Today. A autora foi indicada oito vezes ao prêmio RITA e venceu duas vezes. No Brasil, ela possui apenas os livros em parceria com Eloisa James e Julia Quinn.

“- E ainda te amarei, meu amor, até que os mares sequem.
Até que os mares sequem, meu amor.
E as pedras se fundam ao sol;
E ainda te amarei, meu amor,
Enquanto as areias da vida correrem.”

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Duologia A Dama Mais:
1. A dama mais desejada
2. A dama mais apaixonada
Autoras: Julia Quinn, Eloisa James e Connie Brockway
Ano: 2019
Páginas: 288
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance de Época
Nota: 4,5/5
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