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11 março 2019

{#RESENHA} A CAÇA - M. A. BENNETT

Autor: M.A. Bennett | Páginas: 234 | Editora: Arqueiro | Gêneros: Suspense, Mistério |Adicione a sua lista do Skoob | Onde comprar: Amazon 

"Minha diretora achou que eu tinha notas boas o suficiente para conseguir uma bolsa de estudos, e ela estava certa. Mas, se soubesse o que iria acontecer naquele período de outono, não teria me esforçado tanto."

O livro de hoje é um super lançamento deste mês, da editora Arqueiro. Com uma proposta atraente de suspense, mistério e ação em um ambiente escolar de tradições antigas, "A Caça" chega para tirar o sossego do leitor que deseja arduamente saber o que está acontecendo!

Greer McDonald não é rica, muito menos privilegiada, porém vê seu cenário mudar ao conseguir uma bolsa de estudos na mais tradicional escola interna da Inglaterra: a STAGS . Sua adaptação não é das mais fáceis, pois a escola conserva com orgulho características medievais, como uniformes no modelo Tudor, professores que são antigos alunos e chamados de Frades, valorização da caça e das Cruzadas, galhadas de cervos espalhadas em todos os ambientes, cerimônias religiosas frequentes e obrigatórias presididas pelo Abade, e o principal: ausência da tecnologia moderna.


Não entenda errado, eles usam algumas tecnologias como luz elétrica e carros, mas abominam celulares e redes sociais. Tentando se enturmar, logo Greer se acostuma ao novo estilo e isso a desliga completamente do mundo externo. Já dentro da escola sua situação não é das melhores porque ninguém conversa com ela, passa dias de completo silêncio como uma garota bolsista que é.

Até que um dia recebe em seu quarto um envelope contendo os dizeres: CAÇA  TIRO PESCA. É um convite dos "medievais", um grupo composto pelos seis alunos mais privilegiados e influentes da escola, para que ela passe o fim de semana do feriado na casa de campo do líder deles. Sua animação é imediata, o que a cega para os sinais de que algo pode não estar certo. Ainda mais quando chega ao local e descobre que os outros dois convidados também não são tão queridos assim na escola, um rico indiano e uma filha de um criador de tecnologia celular.

"Devo deixar bem claro, antes que você perca toda a simpatia por mim, que não matei com as minhas mãos. Eu ajudei a provocar uma morte, mas não sozinha. Sou como um caçador de raposas."

Em poucas páginas (234) o livro consegue desenvolver uma história que te prende e te anima, sendo impossível fazer pausas muito longas. Com grandes doses de adrenalina, não há muito tempo para enrolação, o fim de semana logo começa e você precisa descobrir com Greer tudo o que está acontecendo, ou vai acontecer, mas assim como ela você não tem a menor ideia do que será.

Os medievais são muito bem descritos pela autora e é difícil não criar a imagem de cada um deles, com suas peculiaridades arrogantes, na cabeça. Eles não se acham superiores, tem a certeza disso, e por este motivo agem com os outros à forma que bem entendem, julgando e executando a sua sentença.


Greer, embora pareça bem esperta no início, é facilmente seduzida pelos benefícios oferecidos de forma inexplicável a ela. Essa cegueira da protagonista chega a irritar em vários momentos, irrita até mesmo os seus colegas de desafio, Shafeen e Chanel. Eles são bem mais rápidos em deduzir e nos contar o que está acontecendo.

Algo muito interessante na história é como a autora se utiliza de referências atuais no seu texto, o que nos insere de forma muito mais efetiva. São citados Harry Potter, A Culpa é das Estrelas, Sherlock, Aladdin e vários outros. Além disso, os capítulos são bem curtinhos e eu desafio você a conseguir parar sem pensar nenhuma vez "vou ler só mais um".

"Eu sou uma assassina. Se bem que, como não tive a intenção de matar, imagino que tenha sido um caso de homicídio culposo."

Infelizmente existe um forte ponto negativo no livro, uma escolha infeliz da autora que acarretou em todas as outras páginas: a personagem principal, a Greer, te dá um um mega spoiler na primeira linha do livro! Ela diz "Eu sou uma assassina". Não satisfeita, na página seguinte ela disse quem morreu e quem são seus cúmplices agora na escola, quem troca olhares com ela. Só com essas informações já dá para deduzir muita coisa e cortar muita emoção. Lembre-se que o livro só tem 234 páginas.

Confesso que ao chegar nas últimas páginas do livro foi batendo um desespero. A história mudou muito do que eu estava praticamente certa que seria e tive medo de ficar decepcionada... Mas o epílogo me salvou! Acredito que não existia uma melhor forma de encerrar toda a trama, e por isso fica aqui a minha indicação para que você se aventura neste cenário atual e medieval, onde quase tudo que aparenta, não é!

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3 comentários:

  1. Puxa, amo o gênero e como não conhecia o livro, estou aqui fascinada com tudo que li acima. E oh, adorei o jogo de imagnes! Caiu como uma luva a cegueira da personagem e em tudo que ela passa.
    Um jogo de gato e rato, literalmente!
    Com certeza, o livro vai para a lista de desejados.
    Beijo

    https://twitter.com/AngelaGabriel1/status/1105146758068387841

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    1. É realmente um jogo de gato e rato, ou melhor, de caçador e cervo... Atirador e faisão... Pescador e peixe... Não deixe de ler e depois me diga o que achou!

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  2. Combinei com umas amigas de ler mês que vem. Eu tava sem money pra pegar a caixinha.
    Mas né? Tô bastante curiosa! Acho que pode me agradar esse estilo de caçada e banhado a muito sangue.

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