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15 janeiro 2019

{#RESENHA } O MENINO QUE DESENHAVA MONSTROS - KEITH DONOHUE

RESENHA: O MENINO QUE DESENHAVA MONSTROS - KEITH DONOHUE
Titulo: O Menino que Desenhava Monstros| Autor: Keith Donohue | Ano: 2016 | Páginas: 256 | Editora: DarkSide Books | Gênero: Suspense e Mistério, Sick Lit | Adicione a sua lista do Skoob | Onde comprar: Amazon  

“Há alguns anos, quando diagnosticaram Jack, Holly mal conseguia pronunciar o nome do distúrbio; ela foi inundada por um oceano de orações, cujo nível só baixou com o tempo, quando o garoto ficou pior, não melhor.”

Você vai conhecer agora a história de Jack Peter, um garoto de 10 anos de idade e que está no espectro autista. A pessoa autista é geralmente caracterizada como um indivíduo que apresenta dificuldades ou impedimentos para as relações sociais, déficit de linguagem, ausência ou escassez de atividade imaginativa e comportamentos estereotipados. Aqui, nosso garoto também desenha monstros, obviamente!

Contudo, o título não é um grande spoiler, mas sim uma constatação de uma daquelas fases que todo autista passa rotineiramente. Mas, essa fase de fazer desenhos por todos os lados no caso de JP está perdurando há anos. Em se tratando de desenvolvimento infantil o ato de desenhar caracteriza uma forma de linguagem e é precursor da escrita. Foi bem interessante quando Jack desenvolveu esse hábito, mas por que de maneira obsessiva?

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 Cada vez mais, JP recua no contato humano e se volta para si, para sua casa e pela representação compulsiva e obstinada de monstros em folhas de papel. Os Keenan vivem em uma aldeia na costa do estado do Maine, que nos meses de inverno tende a ser bem pacata. Por um acontecimento traumático há cerca de três anos – Jack e seu único amigo, Nick, se afogaram no mar – o menino se recusa a sair de casa. Aliado a esse trauma, ele recebeu o diagnóstico de agorafobia (transtorno de ansiedade que leva a pessoa a ter medo ou ataques de pânico em relação a espaços abertos).

DICA DE LEITURA: O MENINO QUE DESENHAVA MONSTROS - KEITH DONOHUE

“Meu maior medo é que ele nunca seja normal… normal o suficiente para se integrar com os outros. Quero dizer, o senhor sabe, o que vai acontecer com ele quando não estivermos mais por perto?”

Tim e Holly são os pais de Jack Peter. E não se faz necessário eu relatar o quanto senti empatia pelos dramas enfrentados por Holly. A condição de JP vem se agravando, e essa mãe fica muito perturbada no dia que ao ir acordar seu filho pela manhã, ele acorda assustado e a agride com socos e deixando seu rosto marcado. Algumas pessoas ao lerem a respeito da situação emocional de Holly acabam por interpretar mal a forma que a mãe expressa o que sente após esse episódio. Ela conclui que não consegue mais lidar com JP. Ele está crescendo, se desenvolvendo fisicamente, e que por sua força, concomitantemente com a introspecção que vem se agravando, principalmente ela não consiga mais lidar com a criança. Toda essa situação com o filho perturbou a sanidade dessa mulher.

Ela pondera se o menino não precisa ser internado em uma clínica onde será mais bem assistido. O pai repudia a ideia. E Jack ouve escondido todas as conversas de seus pais. Ele não tem dificuldade em se expressar, não tem prejuízo na fala, e compreende as situações – assim como as consequências de seus atos. Jack é bastante inteligente, mas ao mesmo tempo, vive em um mundo à parte onde monstros rondam o tempo todo por seu quarto, e especialmente em volta de sua casa.

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Mesmo com tanta neve e distância entre os vizinhos, Nick é presença constante na vida e na casa de JP. De certa forma, os pais de Nick – Fred e Nell – o forçam a manter essa amizade, mesmo que não seja agradável a seu filho. Mas, eles insistem que Nick é tudo que Jack Peter tem. E eles estão certos nesse ponto. JP aceita até que bem a proximidade com Nick e sempre impões brincadeiras para eles dois. No fundo, os meninos apenas suportam a presença do outro.

LIVRO: O MENINO QUE DESENHAVA MONSTROS - KEITH DONOHUE

“Ultimamente, os monstros vinham persegui-lo dentro dos sonhos. Eles pousavam a mão em seus ombros. Sussurravam em seus ouvidos enquanto ele dormia…”

O tema essencial do livro gira em torno dos desenhos de JP, claro. Os monstros são reais? As manifestações estão acontecendo, ou haveria um surto de histeria naquela casa? Em meio ao silêncio iminente é que sons inexplicáveis ​​invadem a mente de Holly. Em paisagens inóspitas onde só deveria ter neve sobre neve, uma espécie de criatura esvoaçante, totalmente pálida e com cabelos revoltos assusta Tim (e porque não dividir com vocês que ele trará marcas em seu corpo de um confronto iminente?) – seria um enorme cão branco ou um lobo rondando por ali?

Minha expectativa durante a leitura era a de descobrir logo se os monstros existiam. A todo tempo briguei comigo mesma em uma espécie de bipolaridade reflexiva, que se resumia em desenredar logo se: a) os monstros existem a partir dos desenhos de JP? b) Ele tem poder de dar vida às figuras do seu bloco de papéis? E garanto que, das três vezes que reli as últimas páginas de "O Menino Que Desenhava Monstros", me arrepiei completamente. A proposta de Donohue foi perturbadoramente implacável e me acertou em cheio. Que história! Que desfecho... Quanta criatividade.

RESENHA: O MENINO QUE DESENHAVA MONSTROS - KEITH DONOHUE

“Meu maior medo é que ele nunca seja normal… normal o suficiente para se integrar com os outros. Quero dizer, o senhor sabe, o que vai acontecer com ele quando não estivermos mais por perto?”

Gostei do clima sombrio que ronda toda a narrativa de Donohue. Achei pontual a história de fantasmas que foi contada à Holly por uma mulher (autista) que trabalha com o Padre da igreja da aldeia. Isso deu um foco para Holly, um motivo, quase que uma tábua de salvação. Deu-lhe um “para que” e um “por que”. A mãe vinha se sentindo muito mal por seu marido não compreender suas questões em relação ao diagnóstico do filho. Vemos negação, vemos culpa, vemos dor, e sentimos e sofremos com essa mãe, pelo menos eu sim!

O pai, por sua vez, foi a representação de alguém que larga praticamente tudo para se dedicar ao filho. Como JP não sai de casa, seu pai encontrou uma forma de trabalhar de forma esporádica, o que lhe permite ficar poucas horas fora de casa, e assim acompanhar Jip (é como ele chama o filho) em suas necessidades. Achei que Tim era um tanto condescendente, deixando que o filho manipulasse algumas ocasiões, porém, acredito que ele teve seus motivos. Cada um enfrenta o diagnóstico de filho da forma que consegue lidar. É algo pessoal em demasia, e me policiei para não tecer julgamentos severos.

Keith Donohue não me decepcionou na explicação da obsessão de JP (o desenhar). Uma obsessão que visava sua destruição, e que ao longo da história, fica muito claro que está é uma atividade quase que escravizadora para o menino. O autor sutilmente foi deixando pequenas pistas enquanto a narração do livro ia mudando de voz – isso é fantástico, eu adoro. Temos alguns pontos de vista diferente das circunstâncias apresentadas. E confesso que até chegar à última palavra escrita por Donohue, eu não sabia o que ele iria me entregar. Teve suspense e terror sim – forças sobrenaturais, inspirado em H. P. Lovecraft, ou em uma mente instável como os narradores de Edgar Allan Poe – e claramente, isso mexeu comigo. Senti-me diretamente ligada com a história, e por esses motivos, acredito que a obra foi muito bem sucedida. Atribui 4 estrelas em 5 lá no Skoob.

“O que é aquela coisa?”

Falar sobre uma edição que nos é entregue pela editora DarkSide Books quase sempre nos torna repetitivos. Sinto-me presa em uma espiral eterna. Mas, positivamente falando, e vocês poderão perceber. A capa de "O Menino Que Desenhava Monstros" é fantástica. O título da obra e a boca monstruosa possuem uma textura diferenciada, que realça ao toque. A imagem da boca de um monstro como que se estivesse saindo através de dentadas do miolo do romance ficou assustadoramente deliciosa. Adam, meu filho de três anos, quando me via com o livro em mãos, olhando para a capa ele sempre dizia: dentes muito sujos. E eu me divertia com isso!

A diagramação interna é absurdamente maravilhosa. Temos sensações de rabiscos aleatórios a cada capítulo, e no final do livro ainda existem diversas páginas em branco com os títulos: “Desenhe aqui seus MONSTROS”, “Desenhe aqui suas LEMBRANÇAS”, “Desenhe aqui suas ANGÚSTIAS”, “Desenhe aqui suas CRIATURAS”, “Desenhe aqui seus PESADELOS”, e “Desenhe aqui seus SONHOS”. Nota 1000.


Keith Donohue é um escritor americano de 59 anos, nascido na Pensilvânia. Tem 5 romances escritos, e vive em Maryland. Seus livros já foram traduzidos para mais de doze idiomas. E os direitos de adaptação de "O Menino Que Desenhava Monstros" já foram comprados. Lançou um romance novo nos Estados Unidos no último mês de outubro. Li a sinopse e fiquei encantada. Será que chega por aqui? Estou doida para conferir mais obras dele. Amei seu estilo.

“Não é uma fase, Tim. Não é só mais um maldito capítulo, é todo o resto da história.”

Comentários via Facebook

29 comentários:

  1. Por incrível que pareça, eu gostei do livro.
    Na época que eu li, vi várias pessoas criticando. Mas acho que foi pq não entenderam a proposta do livro. Eu me surpreendi bastante como final rs

    Sai da Minha Lente

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    1. Pois estamos juntas e misturadas, Clayci. Eu gostei bastante... E a empatia rolou solta, pois sou mãe de um garoto de 5 anos no espectro autista.
      ADOREI a história, e compreendi do meu jeito o final que o autor escolheu.
      Obrigada pelo comentário!

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  2. Oi Carol,
    Só pela linda edição criada pela Darkside eu já tinha vontade de ler este livro, mas agora que compreendi um pouco a premissa fiquei ainda mais curiosa. É engraçado como tem autores que pegam as coisas mais simples e comuns e as transformam em algo totalmente novo. A história, inicialmente, nos aponta para uma trama familiar, com uma casal construindo sua vida juntos e a partir dela realizando seus sonhos. Se tornarem pais é mais um passo dessa jornada e JP é a concretização disso. A inserção do autismo eleva o livro para um outro nível. Explorar o que essa condição representa, tanto para a criança quanto para as pais requer muito tato e Donohue soube representar bem isso. Mas como uma boa trama de suspense/terror e com aquela pegada de fantasia, O menino que desenhava monstros transforma a realidade do feliz casal em algo sombrio. Eu como uma boa apreciadora do gênero fiquei ainda mais curiosa para ler este após sua resenha.

    https://twitter.com/GisahSLopes/status/1085290179521376260

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    1. Gislaine, saibas palavras... Donohue passou justamente a cada ponto desse que você citou. E de uma bela e feliz família, nos deparamos com diversos dramas que acometem esses 3, a fantasia, o terror! Demais. Vale muito a pena essa leitura. Se jogue.
      Obrigada pelo comentário.

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  3. Quando a gente chega em uma resenha de algum dos livros da DarkSide os olhos até brilham! Danada de Editora que capricha demais em suas capas e enredos.
    Namoro este livro desde que o vi pela primeira vez e não vejo a hora de ter ele nas minhas mãos. Além da beleza própria do livro, traz ilustrações magníficas e um enredo que faz a gente meio que entrar na história. Aquilo de querer pegar JP no colo e acarinhar, como também, abraçar seus pais e dizer que tudo sempre ficará bem.
    Com certeza, lerei!!!!
    Beijo

    https://twitter.com/AngelaGabriel1/status/1085460154441744385

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    1. Com certeza, Angela... além de ser lindo o livro, esse sentimento de querer pegar todos os personagens no colo e cuidar muito deles!!!
      Espero que seja uma boa leitura pra você também.
      Beijão

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  4. Primeiro que não tem como não adorar essa capa, mesmo sendo aterrorizante é fofinha, pode isso? Segundo que só pelo título não se imagina que possa ter uma historia profunda e um drama verdadeiro, ou seja é um livro com temática delicada escondido por trás dessa capa. Além do próprio autismo e dos desenhos de monstros como tu comentou, tem ainda um drama familiar, os pais com seus conflitos internos tendo que se ajustar e entender (ou não) a doença. Enfim, depois dessa bela resenha e do assunto ser tão "interessante", até pq adoro livros sombrios, pq ele é tão mal avaliado? Tenho certeza que só lendo para saber, mas realmente fico triste em saber que muita gente simplesmente não gostou..

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    1. Fabiana, eu tenho muita empatia com esse assunto. Sempre vi muita gente ora reclamando, ora não entendendo o que o autor trouxe. Pode ser que o texto não alcance os leitores. Mas, me ganhou. Chegou junto e me prendeu até a última página, que reforço, li umas 3 ou 4 vezes e me ARREPIAVA com o que ali encontrei.
      Espero que seja uma leitura proveitosa pra você um dia.
      Abraços e obrigada pelo comentário.

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  5. Li esse livro em leitura conjunta e posso dizer que foi uma ótima experiência. A trama é intrigante, o final surpreendente e a edição maravilhosa. Compactuo com todas as palavras da Carol. Super indico.

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    1. Verdade, Sil. Como sempre, nossas leituras de grupo são sempre muito proveitosas. Dividi ótimos momentos de debates com vocês. Obrigada pelo carinho de sempre. Cê mora no coração já!

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  6. Participar desta LC com pessoas que gosto muito, foi muito bacana. O livro me surpreendeu, no início tive receio devido a capa,rs, me julguem mas posso dizer que o resultado foi estupendo. E a resenha da Carol como sempre esta perfeita.

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    1. Verdade, né amiga? A boquinha horrorosa na capa te deu arrepios! hahahaa Mas, foi muito bom ler com nosso grupinho lindo. Obrigada pelo carinho de sempre!

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  7. Carol!
    Gostei que tivesse pontuado todos os 'furos' do livro e também os erros de correção da editora.
    Análise tem de ser assim mesmo, bem sincera e mostrando quais os problemas encontraremos no livro.
    Parabéns!
    cheirinhos
    Rudy

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    1. https://twitter.com/rudynalvasoares/status/1086107423025315842

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    2. Rudynalva, a gente que lê muito acaba ficando um tanto críticos também, né? E é legal a editora ter esse carinho nas revisões. Então a dica vale a pena. Um beijão e obrigada pelo comentário.

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  8. Livro e resenha maravilhosos! Prazer em dividir mais uma leitura com você

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    1. Amore, nosso grupo é 10!!!
      Melhores leituras, melhores companhias, melhores debates. Amo demais.

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  9. Esse livro já está na minha lista de desejados há tempos, depois dessa resenha com toda certeza irei arrumar um jeito de lê-lo!
    A capa e a diagramação deste livro são lindas demais (assim como a maioria dos livros da Darkside Books né?) e a história parece ser melhor ainda!
    Bjs!

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    1. Wagner, apesar de eu ser "suspeita" por se mãe de um garotinho autista e já ir de alma aberta para essa leitura, eu me surpreendi com a história e achei o final muito doido, muito surpreendente... embora eu tenha pegado uma coisinha ou outra no decorrer da leitura.
      Vi algumas pessoas falando mal, então as expectativas estavam baixas. Acho que isso foi bem interessante pra mim. Espero que te agrade pelo menos um pouco do tanto que me agradou.
      Um beijo

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  10. Foi uma experiência maravilhosa a leitura dele num grupo de LC, duvidas, suposições, interrogações que nem nobtermino não conseguimos uma resposta concreta. Acho que quem se engajou na leitura de peito aberto, viveu experiências maravilhosas, o supenses, o terror, as angustias dos pais em tentar compreender e como lidar com uma criança com TEA.Sua resenha como sempre maravilhosa, e não tem como nan querer viver uma experiência com com o livro também!

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    1. Aaahhhh Mari... nosso grupinho é sempre muito amor! Ler e ir tirando dúvidas e dividindo experiências tem sido mágico. Adoro ter você por perto com todo esse conhecimento de causa. Inspirador!!! Grande beijo, amiga. obrigada sempre.

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  11. Não é uma leitura que eu faça, porque sinceramente não faz em nada meu gênero de leitura mas mesmo assim é bom poder conferir opinião das pessoas sobre diversas obras. Mesmo que a gente não leia, quem sabe na próxima.

    Beijos

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    1. Concordo plenamente, Karine. Eu mesma me vejo bem perdidas em diversos posts de alguns blogs porque penso que são muito longe do meu gosto pessoal.Porém, eu gosto de perceber a diversidade nos gêneros literários e como tem post para tudo que é gosto.

      Beijo

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  12. Olá!
    A darkside arrasa mesmo nas edições e eu não espetava menos deles nesta também . Quanto a obra em si eu quero muito ler, mas como você citou, a gente fica em conflito se os monstros realmente existem ou não, então é uma leitura que eu fico adiando, por inúmeros motivos, mas pretendo ler em breve.
    Beijos!

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    1. Jaque, pode ficar tranquila que é um suspense beirando o terror. Não tem nada de muito forte, tá? Se for esse o receio... hehehee
      Beijão

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  13. Oi Carol, sua linda, tudo bem?
    Eu tenho esse livro e a edição está um arraso mesmo. Mas qual edição da editora não é??? Risos... Ainda não tive a oportunidade de ler, por isso você me deixou super curiosa para esse desfecho. Não consigo pensar em uma teoria que você mesma não tenha apresentado. Achei muito legal o que o pai fez por ele, dar um jeito de ficar em casa cuidando das necessidades do filho. Não vejo a hora de ler. Sua resenha ficou ótima
    beijinhos.
    cila.

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    1. Cila, querida... é verdade! Por isso que falar sobre as edições da Darkside na maioria das vezes é chover no molhado! hahaha Essa não foi pra menos. Amo demais!
      Sobre a história do livro, eu acho bem legal essa parte de ressaltar como é você ter um filho com uma (ou várias) necessidade especial. Bom pra refletir... Eu vivo um pouco isso na pele.
      Beijocas e obrigada pelo carinho.

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  14. Pra começo de assunto, já tenho esse livro na minha lista de desejados e antes mesmo de saber do que se tratava a história, já havia me ganhado pela capa, ma ra vi lho sa! Agora, essa é a primeira resenha que leio de fato, já tinha lido/ouvido alguns comentários ora positivos ora negativos mas, como temos gostos parecidos né xará, já estou me adiantando dizendo que irei gostar. Uma trama familiar que aparentava ser simples mas que ganha uma proporção ao inserir o autismo. Mostrar a representação da condição tanto para a criança quanto para os pais não é fácil, requer tato e o autor aparenta ter tido. Já estou questionando se é real ou irreal, teoria em cima de teoria, haha Adorei saber que terá uma adaptação cinematográfica.

    https://twitter.com/CaarolForbes/status/1090713051035287562

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    1. Estou sonhando com essa adaptação!!!
      E a capa realmente foi meu maior motivo em comprar esse livro. Apaixonei!
      Quando descobri que o protagonista era autista, fechou! Era minha cara...
      Um terror bastante incomodativo. Tem quem não gostou, mas eu... ah! Eu adorei!!!

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