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15 junho 2018

CRÍTICA DE ESTREIA | TALVEZ UMA HISTÓRIA DE AMOR

Distribuidora: Warner Bros | Estreia: 14/06/2018 | Gênero: Romance, Comédia | Duração: 1h41 

Estamos na semana do dia dos namorados, e nada melhor do que apresentar uma estreia do cinema nacional que tem um tema todo romântico: “Talvez uma História de Amor” com Mateus Solano. Na trama, Virgílio (Solano) é um homem metódico e controlador, sua vida é igual há anos e ele, é bem resistente à mudanças. Depois de um dia normal de trabalho, ele chega em casa e escuta um recado incomum na secretária eletrônica: Clara, está terminando com ele. O problema é, Virgílio não sabe quem é essa Clara, apesar de parecer que todos a sua volta conheceram a garota. Em um momento de desespero, ele sai atrás de todas as pessoas que teriam ligação com a Clara, para descobrir quem ela é.


Divertido, é uma palavra que resume muito bem o filme nacional. Nas primeiras cenas, somos apresentados a vida totalmente controlada de Virgílio (que nem promoção no emprego aceita, porque ele se senta no mesmo lugar no trabalho há anos, e faz a mesma declaração de imposto de renda). Acredito que até algumas pessoas vão conseguir se identificar com a vida organizada do homem. Quando o recado na secretária eletrônica quebra a rotina do filme, a diversão só aumenta. No meio de sua busca, Virgílio passa por momentos que o tiram da sua zona de conforto e acaba sendo cômica, a maneira como ele lida com essas coisas.

A história se passa em São Paulo e Nova Iorque, tendo uma pequena parte dela sendo legendada, apesar de ser nacional. Adorei toda a cenografia do filme, e o cuidado da produção de manter objetos mais antigos na casa de Virgílio, reforçando a resistência dele com a mudança. Já disse aqui uma vez e volto a repetir, eu adoro sentar no cinema para ver um filme nacional bem produzido. Aconteceu com Malasartes e todos aqueles efeitos especiais dignos de qualquer filme estrangeiro, assim como nessa nova estreia. Acho que isso se deu pelo fato do longa ser leve, e acabar não sendo meloso com o romance, dando mais enfoque na busca do personagem pelas memórias perdidas. Ou pela nostalgia que alguns objetos antigos de Virgílio trouxeram para mim.

A direção e o roteiro ficaram por conta de Rodrigo Bernardo (“(Des)Encontros”). Os  nomes que apareceram na produção são bem conhecidos pelo público brasileiro e fizeram um trabalho muito bom atuando juntos. Além de Mateus Solano (“Amor à Vida” e “Em Nome da Lei”), estão também Bianca Comparato (“3%” e “Somos Tão Jovens”), Totia Meireles (“Divã” e “A Força do Querer”), Thaila Ayala (“O Matador” e “Aldo: Mais Forte que o Mundo”), Paulo Vilhena (“Treze Dias Longe do Sol” e “Entre Nós”), Nathália Dill (“Orgulho e Paixão” e “Rock Story”) e Marco Luque (“Muita Calma Nessa Hora 2” e “Vai que Cola”).

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3 comentários:

  1. Eu gostei muito do filme. Me peguei dando boas risadas... eu não fazia ideia que seria nesse ritmo! Foi uma grata surpresa.

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  2. Mesmo sendo bem pé atrás com o cinema nacional, de vez em quando a gente encontra filmes que nem parece que são produzidos aqui.rs
    Ainda não tinha conhecimento deste longa,mas adorei muito o que li acima. Talvez por adorar o trabalho do Solano e por ser esta romântica incurável, senti vontade demais em conhecer a história dele e claro, de sua busca!
    Assim que for possível, quero poder ver com certeza.
    Beijo

    https://twitter.com/AngelaGabriel1/status/1007960390121218048

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  3. Vi que ia estrear mas não dei confiança, lendo a critica volto atrás, kk Gostei da quebra de rotina, algo surreal para alguém metódico e controlador e devo dizer também que o ator se encaixa, gosto dos trabalhos do Mateus Solano. Quero saber como a busca dele terminou, vou assistir assim que possível.

    https://twitter.com/CaarolForbes/status/1008174676114370561

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