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CRITICA DE ESTREIA | ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE 2017

28 novembro 2017

Filme: Assassinato no Expresso do Oriente (Murder on the Orient Express) |  Distribuidora: Fox Film do Brasil |  Estreia: 30/11/2017 |  Gênero: Suspense, Policial |  Duração: 1h 54min |  Orçamento: US$ 55 milhões

Estréia nos cinemas dia 30 de novembro o longa do diretor britânico Kenneth Branagh (Dunkirk). O roteiro de Michael Green é baseado no romance homônimo da autora Agatha Christie, de 1934. Essa é a segunda adaptação cinematográfica do romance de Christie, a primeira foi de 1974 dirigido por Sidney Lumet. No elenco estão atores conhecidos como o próprio Kenneth Branagh (Dunkirk). Judi Dench (Victoria & Abdul), Johnny Depp (Animais Fantásticos e onde habitam), Michelle Pfeiffer (Mãe), entre outros atores.

Assassinato no Expresso do Oriente fala sobre um dos casos do detetive belga, Hercule Poirot (Kenneth Branagh) um renomado detetive que usa o método de dedução para solucionar os mais diversos casos. Ele sempre corrige as pessoas que insistem em chama-lo de Hércules Poirot... Voltando de um caso na cidade de Jerusalém, Hercule decide que é hora de tirar férias e vai para a cidade de Istambul, onde recebe um telegrama e é chamado as pressas para embarcar de última hora em uma viagem no famoso Expresso do Oriente, o que faz meio que a contra gosto, pois ele estava determinado a tirar “férias”. E é na referida viagem que o nosso detetive será posto a prova.


Já no início conhecemos alguns personagens ao longo do embarque na plataforma, a princípio todos parecem pessoas normais com suas peculiaridades. Assim começa a aventura... Mas eis que a viagem momentaneamente interrompida devido a uma nevasca que fez com que o trem descarrilhasse e um dos passageiros, Edward Ratchett (Johnny Depp), é assassinado e nosso famoso detetive é convidado, por assim dizer, a solucionar o caso antes que o trem siga viagem e seja parado pelas autoridades da próxima estação. Hercule descobre uma rede de mentiras e segredos que leva ao desfecho do filme (que eu como leitora não me recordava, pois li o livro quando era bem nova, devia ter uns 12 anos na época) e que nos faz parar pra pensar sobre o quanto o rancor, mágoa e ódio nutrido pelo ser humano é capaz de fazer.

A trama gira em torno desse assassinato, até que se prove o contrário todos são suspeitos e Poirot segue interrogando a todos e aos poucos vai ligando os fatos uns aos outros e nós que estamos assistindo também vamos, porque caso você não tenha lido o livro ou não lembre a história, ficará curioso, criando várias teorias para descobrir quem é o assassino nesse misterioso caso. A medida que a história avança vamos conhecendo mais e mais os personagens e seus segredos.

As atuações ficaram excelentes, Kenneth Branagh como Hercule Poirot ficou ótimo, tem seus momentos sérios, engraçados e até românticos, Johnny Depp como Edward Ratchett faz o tipo canastrão, que acha que o dinheiro e armas compram e intimidam pessoas, só que não querido...  , Michelle Pfeiffer como Caroline Hubbard ficou ótima, gosto dela como atriz os demais atores também fizeram um ótimo trabalho, pois cumprem bem os papéis de seus personagens, fazendo com que nós fiquemos intrigados para descobrir quem realmente é o assassino da trama.


O figurino está ótimo, tanto a caracterização dos atores quanto a decoração do trem, das cidades onde o detetive passa as primeiras cenas do filme, tudo condiz com os locais, épocas e estações do ano. Me senti na década de 30 com todo glamour, elegância e requinte que sempre é retratado quando fazem menção a essa época. Os personagens nos convencem quando contam suas histórias, mas sabemos que todos escondem algo, até mesmo o de Kenneth Branagh, (não vou contar para não estragar a surpresa)... Johnny Depp pra mim finalmente largou o personagem de Jack Sparrow e me recordou John Dillinger em Inimigos Públicos. Isso foi bom, uma vez que ele é visto como o ator que sempre será o Capitão Jack.

A fotografia do filme está maravilhosa, os cenários não deixam nada a desejar, eu amei!! A parte da nevasca me deixou com o coração na mão. Cidades como Jerusalém e Istambul são retratadas no filme e muitas paisagens de montanhas com muita neve. Quando li, na minha imaginação o trem era bem grande, mas no filme acho que havia no máximo 7 (sete) vagões. Mesmo assim tinha muita coisa nele. A trilha sonora fica por conta de Patrick Doyle (Thor) e está ótima!! No final dá a entender que veremos nosso querido detetive novamente, pois fazem referência a outro livro da autora, tomara que façam mesmo o filme!! Estou na torcida!
Eu sinceramente amei o filme, tanto que pretendo assistir novamente e quero reler o livro, uma vez que li há muitos anos atrás. Se você é fã de mistérios e casos policiais, assim como eu, vai adorar esse filme.

A estreia nos EUA foi em 10 de novembro até então estreou em terceiro lugar arrecadando US$ 28,2 milhões. O longa teve um orçamento de produção de US$ 55 milhões e foi a principal estreia da semana. O que foi gasto foi bem investido, pois o cenário, figurino, os atores selecionados valeram a pena. Parece que estamos dentro do trem com eles.

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2 comentários:

  1. Quando as adaptações ficam boas, o prazer em assistir é maior ainda, gosto assim! Estava na expectativa por esse filme, a trama me chamou total atenção, entrei no jogo para descobrir quem era o culpado de imediato, gostaria de ter lido o livro antes mas, não foi possível. Assim que der irei conferir e ah, de uns tempos pra cá, tomei "ranço" do Johnny Depp mas, é muito bom quando não vemos um personagem de anos do ator em outro papel.

    https://twitter.com/CaarolForbes/status/935678347622969346

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    Respostas
    1. Ei Carol!
      Eu li o livro há muitos anos, não lembrava nada... Me vi como o detetive tentando descobrir o assassino rs
      Gostei bastante da adaptação, o Kenneth Branagh ficou ótimo de Poirot, eu amei!
      Sobre Johnny Depp, prefiro não expor minha opinião porque tô bem revoltada hahaha

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