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{ #RESENHA } POLLYANNA - ELEANOR H. PORTER

08 agosto 2017

Eleanor H. Porter | Ano: 2016 |  Páginas: 180 | Editora: Autêntica | Gênero: Ficção,  Infantil, Infantojuvenil, Romance

Sabe quando em uma conversa sobre livros alguém menciona aquele famosinho, que todo mundo leu menos você? Então você admite ainda não ter lido e a pessoa faz aquele dramalhão bem teatral dizendo: Não acredito que você não leu. Logo você que lê tanto! - Pois é... Passo por isso algumas vezes por não ter lido alguns livros... Pollyanna era um deles, mas agora não é mais.

Talvez você até conheça, pois a obra é um clássico, constantemente lembrada por quem já leu. A história é queridinha de muita gente que diz ter tirado dela belas lições pra a vida. Na trama conhecemos a protagonista Pollyanna Whittier, uma criança de 11 anos que é dona de uma presença marcante. A menina órfã de pai e mãe acaba tendo que ir morar com uma tia, que aceita receber a sobrinha apenas pela obrigação de cumprir o seu dever.



Miss Polly, tia da criança, é uma mulher rica, solitária, amarga, ressentida e mal-humorada. Já Pollyanna é inocente, afetuosa, simpática e extrovertida. De maneira muito espontânea a menina vai cativando, se aproximando, conquistando com seu jeitinho doce, soltando a língua e dizendo o que pensa. Assim ela vai amolecendo não só o jeito durão da tia, mas também conseguindo interagir com todos que encontra. Ela atinge até mesmo as pessoas mais inacessíveis por serem tristes,pessimistas e amarguradas.

Um ponto importante e que merece destaque é o jogo do contente. Um jogo que consiste em encontrar alguma razão em tudo para ficar contente. Quem inventou a brincadeira foi o pai de Pollyanna. Ele era reverendo, e como a mãe da menina abriu mão de todo o dinheiro da família para se casar com ele, o casal levava uma vida bem miserável, sobrevivendo de donativos. Certa vez Pollyanna recebeu a doação de muletas ao invés de uma boneca como desejava e por isso ficou triste...


Na tentativa de alegrar a filha o pai inventou o jogo e a partir de então incentivava a menina a ficar contente mesmo nas situações mais difíceis. É assim contando a todos sua história, procurando em tudo razão para ficar contente e buscando cada vez mais pessoas para jogar com ela, que a menina acaba fazendo um bem enorme para muita gente. Gostei da leitura e rapidamente entendi por que tanta gente ama o livro. Ele é inspirador.

É aquela típica literatura juvenil que traz ensinamentos que podem ser aproveitados por leitores de todas as idades. Não dá pra negar que o jeitinho da protagonista é contagiante. Achei bonitinho e senti carinho por ela. Mas... Admito que em certa altura fui ficando cansada de tanto contente, contente, contente. Não estou dizendo que o livro é ruim. Ao contrário, achei a leitura positiva e muito válida, apenas não consegui me manter sempre no clima da Pollyanna.


Por ter sido lançado pela primeira vez em 1913 o livro acaba trazendo no enredo um pouco das características da época. Porém a linguagem é bem simples, de muito fácil entendimento. A narração é em terceira pessoa e encontramos diálogos bem informais. Nessa edição temos uma capa que achei bem lindinha e também letras bordadas e enfeitadas com uma pequena ilustração no inicio de cada capítulo, um charme! É uma trama que apesar de simples conta com pequenas reviravoltas e descobertas.

Pollyanna é daquelas personagens que a gente não esquece. Com seu comportamento meigo, tagarela, e, sobretudo otimista ela fica na memória. Nem sempre consigo ser tão positiva assim, nem sempre aceito tão facilmente o “não” e talvez eu deva aprender um pouco com ela, afinal reclamar não resolve os problemas. Negatividade não nos leva a lugar nenhum. Por isso acho que a menina está certa ao tentar ver o lado bom da vida e seguir em frente! É uma boa leitura, recomendo!

"Apenas respirar não é viver" pág.42




E você, se considera uma pessoa otimista? Beijos da Nat.

comentário(s) pelo facebook:

19 comentários:

  1. Oi Nat, tudo bem?
    Já vi a Melina Souza falando super bem deste livro, mas achei que seria uma história bem infantil sabe. Agora com a sua resenha eu fiquei curiosa para conhecer a Pollyanna e toda essa positividade que ela traz. Tenho certeza que tenho muito o que aprender com ela já que sou super pessimista.
    Beijos

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    1. Oi Lara
      Tudo ótimo... E vc?
      Tomara então que você goste da leitura e aprenda com ela! Beijo

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  2. Eu acho a nova roupagem desse livro, mas meus deuses como eu odeio esse livro. Gente Pollyanna chega a ser chata e maçante de tão boazinha e ingenua. A tal ponto que me dá agonia. Um livro de evangelização, com muita enfatização de que devemos ser cordeirinhos obedientes e nunca reclamar da vida, mas até agradecer pelas desgraças que ela nos impões não me desce goela abaixo nem que me paguem. No entanto eu dou um ponto muito grande pra autora porque não é todo mundo que publica um livro em forma de contos avulsos num jornal e depois em físico e consegue vender tantos exemplares ao ponto do Sílvio Santos comprar os direitos e criar uma novela.

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    1. É Bárbara... Eu entendo sua posição. Sou totalmente contra uma postura de acomodação e conformismo diante da vida. Seria lamentável se as pessoas tirassem esse tipo de lição da obra. Mas percebo que muita gente fica na mensagem positiva e tenta levar um pouco de positividade pra vida. Otimismo faz bem pra alma... Talvez seja por isso que a autora vendeu tanto. Penso que na vida há muitas pessoas sofredoras interessadas em se agarrar a um fio de esperança que seja... Às vezes essa motivação vem em forma de livro e pode ser um alento para quem necessita dela. Beijo

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  3. Eu quero muito ler esse livro, várias pessoas já leram e gostaram então estou esperando o meu chegar para começar a ler!
    Não conhecia muito bem a história e achei até um pouco infantil, porém gosto de alguns livros desse gênero, então espero gostar da leitura.

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    1. Oi Hérica,
      Também espero que você goste!
      Boa leitura.

      Beijo

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  4. Nathália!
    Esse é o livro que mudou a minha vida, verdade!
    Quando li ainda menina, por volta da mesma idade de Pollyana, resolvi que queria a felicidade na minha vida e de lá para cá, jogo sempre o jogo do Contente e procuro ver o lado bom de todas as coisas. Claro que algumas vezes é difícil de enfrentar os revéses da vida, mas alivia muito a dor e me estimula a continuar.
    Recomendo demais o livro.
    Desejo uma ótima semana!
    “A vida guarda a sabedoria do equilíbrio e nada acontece sem uma razão justa.” (Zíbia Gasparetto)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE AGOSTO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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    1. Oi Dudu
      Que bom saber que o livro foi legal pra você,
      Foi legal pra mim também... Tomara que mais pessoas se beneficiem dele né!?

      Beijo

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  5. Por se tratar de um clássico, confesso que ainda não tinha ouvido falar desta estória, e pelo jeito me pareceu realmente inspirador, não só para os jovens mas também para adultos, crianças, enfim para todas as idades, pois esta alegria, e poder ver tudo de forma tão positiva, me pareceu contagiar quem jogava o jogo, criado pelo seu pai. Pretendo sim dar uma chance a esta obra.

    Participe do TOP COMENTARISTA de AGOSTO, para participar e concorrer Ao livro "Dois Mundos", o primeiro da série "Tesouros da Tribo de Dana" da escritora Simone O. Marques, publicado numa edição linda pela Butterfly Editora.
    http://petalasdeliberdade.blogspot.com.br/

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  6. Tá aí um livro que morro de vontade de ler mas sempre fico enrolando; adoro ler clássicos e acho até que ultimamente não tenho lido muitos, acho que chegaria um momento no livro que também começaria a ficar um pouco cheia com todo o otimismo da Pollyana, mesmo sabendo que é bom estar feliz, tem dias que simplesmente não dá, mas o livro parece ser muito bom.
    Beijos!

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    1. Verdade... Tem dias que só Deus!
      Espero que goste da trama! Beijo

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  7. Oi, tudo bem?
    Acho que estou precisando ler esse livro imediatamente, pois muitas vezes não estou conseguindo ver positivismo em algumas situações. Mas fora essa constatação, a leitura deve ser bem divertida! E com bons ensinamentos.
    Sua resenha está ótima e concordo com suas palavras, apesar de ainda não ter feito a leitura.
    Beijos no coração.

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    1. Oi Márcia
      Realmente tem situações que nos desafiam... Aí haja força de vontade pra seguir com positividade... Mas é possível... Temos que crer não é mesmo?!
      Espero que goste da leitura. Beijo

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  8. Que demais,adorei a resenha,não tinha ouvido falar desse livro ainda,mais agora fiquei curiosa.

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  9. Entendo ver o lado bom da vida, sempre ser otimista com tudo mas, o "sempre" me incomoda... Tirando essa parte, a leitura parece fluir e alguns ensinamentos passados são sim para levar pra vida mas, acho que vou ficar no time dos que não conhecia esse livro e que ainda não leram.

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  10. Oi Nathalia!
    Menina, desconhecia totalmente esse livro. Parece ser lindo e cheio de reflexões. Fiquei intrigada com a Pollyanna e seu otimismo. Mas acho difícil alguém ser assim o tempo todo rsrs. Mas mesmo assim pretendo conferir a obra, me parece uma história fascinante.
    Bjs.

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  11. É um livro bem comentado, mas também não li, nas tenho curiosidade em conhecer. Deve ser uma leitura gostosa e alegre, com mensagens e reflexões positivas, mas fiquei me perguntando se tanto otimismo assim não incomoda a leitura afinal nem sempre da para ver o lado positivo das coisas.

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  12. Oi Nathalia,
    Também passo, as vezes, pelo constrangimento de não ter lido algum livro considerado um clássico e Pollyanna é um destes livros. Histórias com órfãos sempre mexem mais comigo, principalmente quando se tem um deslumbre de como era a vida deles com os pais (regada de amor) e como tudo muda após a perda. Pollyanna, pelo jeito é um encanto de menina e o fato dela continuar pregando o que o pai lhe ensinou e espalhando isso a outras pessoas é cativante. É um livro de lições e aprendizado, por isso é tão bem recomendado. Uma história linda assim, só poderia me deixar com vontade de lê-la e espero fazer isso um dia.

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