Menu

CRÍTICA DE ESTREIA | TUDO E TODAS AS COISAS (EVERYTHING, EVERYTHING)

15 junho 2017

Distribuidora: Warner Bros. | Estreia: 15/06/2017 | Orçamento: U$ 10 milhões | Gênero: Romance, Drama | Duração: 01h:37

Nesta semana de Dia dos Namorados entra nos cinemas o filme "Tudo e Todas as Coisas", que mais adequado às comemorações seria impossível. Adaptação do livro homônimo da autora Nicola Yoon, a história promete emocionar através do romance quase impossível de Madeline e Olly.

De forma bem resumida, pra evitar spoilers, o filme conta a história da jovem Madeline que acabou de completar 18 anos. Vivendo com sua mãe, a médica Pauline, Maddy nunca pôde sair de casa devido a uma rara e grave doença diagnosticada enquanto ainda era um bebê, o ICG (Imunodeficiência Combinada Grave). A doença é basicamente uma alergia ao mundo. Sua vida e perspectiva mudam quando Olly se muda para a casa ao lado e os dois se identificam imediatamente. Enfrentando os obstáculos impostos por sua doença, ela fará de tudo para estar com Olly, tendo como ajudante apenas sua enfermeira Carla, pois a vida é um dom e agora ela tem a total intenção de vivê-la completamente.


A história em si, apesar da condição de saúde de Madeline, é um doce. Acredito que muito se deva a atuação da lindinha Amandla Stenberg (A Rue de Jogos Vorazes) que conduz sua personagem da melhor forma, em um misto de inocência e inteligência. O Olly, interpretado por Nick Robinson (O Ben Parish de A 5° Onda), também é um misto de carinho e atenção o que transforma em algo fácil se identificar com a descoberta do amor deles. Outro ponto legal de observar no filme é  a relação de cumplicidade que Maddy tem com sua enfermeira e amiga Carla, que a acompanha há 15 anos, e a proximidade e dependência que tem com sua mãe.

EVERYTHING EVERYTHING

Agora fazendo um pequeno comparativo com o livro  (Ai, lá vem esse povo chato que leu o livro!) eu achei a história bem mais trabalhada e bonita nas telonas. O entrosamento e desabrochar do amor dos dois é bem mais explorado e você vê, por exemplo, páginas de conversas por e-mail sendo retratadas como um bate-papo na lanchonete através da imaginação de Maddy. Fora isso, eles tem um grande contato através dos vidros de sua casa, e com o uso da atual tecnologia  (WhatsApp, Músicas por Bluetooth e Chamadas de Voz), a interação dos dois é bem maior.

Existem claro algumas ressalvas, coisas que fizeram falta pra mim no desenrolar do filme que seriam a ausência do quarto "hospital" de Madeline, onde tudo é branco (inclusive as prateleiras) e todos os seus milhares de livros são de capa dura e esterilizados; os olhos de Olly não serem azuis como o oceano; e a amenizada que deram na imensa solidão da protagonista ao incluírem Rosa, a filha de sua enfermeira, como sua amiga que tem permissão de frequentar sua casa (nos livros ela só tem a mãe e Carla). Devido ao grande spoiler que seria, não posso dizer a vocês um fato que me incomoda extremamente no final do livro, referente a uma postura adotada por Maddy, mas posso dizer que nos cinemas isso foi resolvido.

EVERYTHING EVERYTHING

É interessante observar como fizeram uma jogada de som e cores bem legal no filme. Enquanto o foco está na casa, ambiente clínico,  o filme possui pouca ou nenhuma trilha sonora, o que muda totalmente para músicas bem agitadas quando é o ambiente externo. Já as cores das roupas de Madeline são um paralelo perfeito com o estado de felicidade de seu coração, começando com o equilibrado e padrão branco e chegando a cores bastante vibrantes à medida que se apaixona por Olly. Assim como o livro que tem uma escrita muito fácil e leve, o filme manteve o clima lúdico com as ilustrações e pensamentos da garota.

Sendo assim, recomendo aos amantes do gênero não perder essa estreia que, além de fiel ao livro, foi muito bem produzida e traz às telonas a beleza da descoberta do amor.


comentário(s) pelo facebook:

9 comentários:

  1. Quero assistir e apesar de não ter lido o livro ainda, tenho mas com a outra capa, gostei de saber que foi fiel, a historia deve ser comovente, muito bonita e mexer com as emoções do leitor, fico me imaginando no lugar da personagem deve ser terrível viver assim presa sem contato com o mundo da fora, fiquei imaginando qual foi a sensação que ela teve quando saiu.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Uma difícil situação vivida pela Maddy, não é?!
      Assim que tiver oportunidade, veja sim!!!

      Bjod

      Excluir
  2. Quero muito ler o livro e assistir ao filme!
    Porem acho que primeiro irei ver o filme, pois estou ansiosa.
    Amei a sinopse dele e a trama. Gosto muito de filmes dramáticos.
    Já sei que vou chorar litros!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Veja sim,Herica! Está bem legal!!!
      E não deixe de ler o livro tbm.

      Bjos

      Excluir
  3. Acredito que este tem sido um dos lançamentos mais comentados no momento(depois de Mulher Maravilha, é claro).
    Sou uma apaixonada por romances fofos e adolescentes. Ainda mais quando se trata de um tão diferente do convencional.
    Doença, não poder tocar, sentir...será possível?
    Sei que quero muito ver na telona e claro que se puder, ler o livro também!!
    Beijo

    ResponderExcluir
  4. Olá!!!
    Eu li o livro e gostei muito ( Apesar do final ser previsível para mim) e acho que a minha experiencia com o filme deve ser igual, pois adoro esses romances fofinhos e acho legal o fato de não terem modificado a trama toda, deixando tudo mais fiel a obra. Não vejo a hora de ir nos cinemas conferir! Bjos!

    ResponderExcluir
  5. Assisti ao filme e gostei. Achei bem delicado, a trilha sonora com cancões indie-folk, a jogada de cores.. Poderiam ter dado mais voz ao Olly mas, entendo a abordagem apenas pelo olhar da Madeline. A mensagem que nos transmite é reflexiva de querer viver e não só existir. Quero ler o livro futuramente para poder comparar ao filme, hehe

    ResponderExcluir
  6. Oi Karina,
    Nicola Yoon sabe criar uma história que chama atenção e Tudo e todas as coisas já está na minha lista de desejados. Madeline poderia ser uma adolescente chata e triste com sua condição, mas sua forma de encarar sua situação é tão diferente do esperado. Ela é feliz com a forma que vive, mas não sabe que anseia por mais até conhecer Olly. Ele fará com que a protagonista queira vivenciar novas experiências, conhecer outras coisas e viver um amor. Sei que o livro tem seu momentos tristes e de realidade, afinal de contas Madyy está doente e não é nada simples. É o tipo de história que gosto de ler e estou ansiosa por isso. Sobre o filme, sei que algumas coisas estarão diferentes, mas espero que a essência da trama não se perca.

    ResponderExcluir
  7. Karina!
    Não li o livro e tam´bém não vi o filme, mas lembrei de um filme do início dos anos 2000, o Jimmy Bolha, a premissa é a mesma.
    Bom saber que o filme de certa forma foi fiel ao livro, importante, porque nas adaptações geralmente muita coisa muda.
    Deve ser o maior sofrimento ter de viver trancafiada dentro de casa por causa de uma doença e não conhecer muito o mundo lá fora.
    Desejo um final de semana de luz e paz!
    “Será que você vai saber o quanto penso em você com o meu coração?” (Renato Russo)
    Cheirinhos
    Rudy

    ResponderExcluir

 
© 2015 - Todos os direitos reservados 🐶 🐶 🐶 - Layout por Leh Pimenta