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A CABANA (THE SHACK) | CRÍTICA DE ESTREIA

27 março 2017

Crítica do Filme A Cabana
Distribuidora: Paris Filmes | Estréia: 06/04/2017 | Orçamento: US$ 30 milhões | Gênero: Drama/Autoajuda| Duração: 02h:12

“É aqui que você está preso... Quando tudo que consegue ver é a sua dor, você me perde de vista.”

Após o sucesso do best-seller, com mais de 18 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, chega aos cinemas dia 06 de abril a adaptação literária “A Cabana”. Classificado como autoajuda, a história provoca reflexão e conhecimento para aqueles que se dispõem a conhecê-la.

Trata-se da história de Mack Allen Phillips, um pai de família comum que mantém a rotina com seus três filhos e esposa. Muito amorosos, frequentam a igreja da região todos os fins de semana, mesmo Mack assumindo que sua esposa Nan tem muito mais fé do que ele. Porém, a “Grande Tristeza” chegou para essa família sem avisar. Durante um acampamento de fim de semana, a filha mais nova do casal chamada Missy é sequestrada em uma oportunidade de minutos, e sinais de que foi violentada e assassinada são encontrados em uma cabana perdida nas montanhas. O corpo da criança nunca foi encontrado.

A Cabana Filme

Três anos e meio depois vemos que a família apenas sobrevive, estando Mack em um estado difícil de alcançar até mesmo por sua esposa. Ele não consegue aceitar o ocorrido, não consegue dar força a sua filha que se culpa pelo que aconteceu, e se pergunta a todo tempo o porquê de Deus ter permitido tal atrocidade. Certo dia encontra em sua caixa de correio um bilhete o convidando para a cabana, aquela do assassinato, assinado por Papai (forma carinhosa que sua família sempre usou para se dirigir a Deus). No local Mack encontra Elouisa ou Papai, o filho dela e Sarayu (sopro do vento), e com a presença deles irá traçar uma jornada de autoconhecimento em busca de libertar-se de todo mal que o prende desde o dia da tragédia.

“Então você é o juiz? Nunca mudou de ideia? Há milhões de pessoas como você no mundo que definem o que é bom e o que é ruim. Quando o seu bom se choca com o ruim do seu vizinho, acontecem guerras.”

Em um primeiro momento preciso dizer sobre a excelente escolha de elenco que foi feita para este filme. Mack é Sam Worthington (conhecido por Avatar), o filho de Deus é Aviv Alush, Sarayu é Sumire, e talvez o maior destaque do filme seja Papai interpretado por Octavia Spencer (conhecida por Estrelas Além do Tempo e Histórias Cruzadas). Os quatro principais condizem muito com as descrições encontradas no livro e acredito não desapontarem nenhum daqueles que leram e imaginaram a história. Além da incrível atuação, pois é nítido perceber a transição de sentimentos em Mack e o carinho transmitido pelos olhos de Papai, a personalidade com traços humanos de Jesus e o ar espiritual de Sarayu.


Assim como o livro, o filme consegue em pouco mais de 2 horas te fazer trilhar o mesmo caminho que Mack: avaliar onde você está preso, repensar suas escolhas, crenças e julgamentos. Além disso, claramente divulgado como religioso, o filme aborda uma discussão sobre “a religião correta” ou “o verdadeiro nome de Deus”, enfatizando que não importa como você o chama e sim que você se sinta amado de alguma forma. Um cuidado extremo em passar a mensagem de que acreditar no amor de Papai (independente do nome que ele tenha para você), não o torna um escravo agindo por medo de castigos.

“Posso fazer um bem incrível em cima das tragédias, mas isso não quer dizer que eu as orquestrei.”

Indispensável para aquele que se dispõe a repensar as suas atitudes e ir além dos fatos, “A Cabana” é uma aula de voo. Um convite a visitar o seu interior e descobrir o que você cultiva, o que você constrói e o que você gostaria de ser para o outro.

“O amor sempre deixa uma marca.”

comentário(s) pelo facebook:

14 comentários:

  1. Gente, sou apaixonada pelo trabalho que Octávia faz! Caramba, é uma das grandes atrizes do momento, sem sombra de dúvidas!
    Claro também que já li o livro e tenho ele ali na estante, na primeira versão e não vejo a hora de poder conferir o filme.
    Mesmo tendo o pé atrás com auto-ajuda, este eu verei com vontade!
    Beijo

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    1. E acredito que não irá se arrpender!!!
      Depois nos conte o que achou!

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  2. OI.
    Eu estou louca para assistir esse filme, confesso que até tentei ler o livro, entretanto não gostei.
    Então acho que está na hora de tentar o filme, amo essa história e fiquei curiosa para saber o desenrolar da trama.
    Bjs.

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  3. Karina!
    Não tive oportunidade de ler o livro ou de assistir o filme ainda, mas tenho muito interesse porque é um tema que muito me agrada, sem contar que é um filme de superação interior, sobre perda, enfim, adorei os atores também.
    Desejo uma semana abençoada!
    “A simplicidade é o último degrau da sabedoria.” (Khalil Gibran)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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  4. De todos os livros que já li, esse foi até o momento o único que não consegui terminar. A história é muito bonita de fato mas, o gênero.. não fui feliz com ele. Porém, quero muito o filme! :D Acho que ele vai me dar o empurrão certeiro para tentar ler até o fim o livro. O elenco escolhido concordo contigo, está de parabéns! Mas, o que realmente me chamou atenção foi a trilha sonora, Skillet <3

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  5. Eu nunca li esse livro e confesso que não tenho muita vontade. Não é lá meu estilo de leitura preferido. Mas acho que se acabasse lendo iria gostar. A história parece bonita.
    E aí fiquei curiosa com o tal filme porque seria uma forma de conhecer como é o livro vendo ali uma adaptação do mesmo. Confesso que o que mais me encorajou foi esse elenco. Tem umas caras conhecidas e deu uma vontade de ver por causa deles.
    E é interessante poder acompanhar essa jornada do personagem assim. Acho que a gente consegue se conectar mais, sentir mais...parece deixar umas mensagens muito bonitas e o tom de religiosidade não fica aquele negócio batido, como se quisessem doutrinar a gente em uma religião. Achei isso legal.

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  6. Oi Karina,
    Já faz um tempo que tenho vontade de ler o livro, mas acabava
    passando outros na frente. Agora vou fazer o possível para ler antes
    de ver o filme. Por sua resenha e por tudo que já ouvi do livro acho que vou
    gostar de ler e de assistir. Beijo.

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  7. Oi, Karina!
    Não li A Cabana mas quero muito assistir esse filme, só assistindo o trailer dá pra perceber o quanto será emocionante a experiência... E o que dizer do elenco?! Escolheram muito bem, principalmente a Octavia Spencer como Papai.
    Super ansiosa para assistir!!

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  8. Oi Karina,
    Eu li este livro há bastante tempo e amei a leitura. O início do livro foi um pouco difícil para mim já que não é uma escrita fácil, mas ao decorrer das páginas entrei de cabeça na narrativa e fui surpreendida pela incrível história. A história da família é muito triste e Mack é o que se mantem mais preso ao que aconteceu. Ele fica tão imerso no luto que não repara no quanto isto afetou a dinâmica e convívio da família. É uma bela história sobre perdão, sobre se perdoar e perdoar o próximo. Estou ansiosa para assistir a adaptação e me emocionar como foi quando li o livro.

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  9. Oi, Karina!!
    Fiquei bem entusiasmada com o filme A cabana. Devo confessar que não li ainda o livro mais depois que vi o trailer dele me apaixonei pela a história e vou sim ler o livro é assistir o filme. Amei a indicação.
    Bjoss

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. Já tive a oportunidade de ler o livro e confesso que não li por medo, como já ouvi falar muito a respeito do quão emocionante é a história, fiquei com medo dos sentimentos que o livro me traria. Mas por incrível que pareça eu quero muito ver o filme, e que sabe não perder o meu medo de ler o livro?!
    Obrigada pela crítica!!

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  12. O livro é maravilhoso. Uma história de perda, superação e cura interior, vale a pena ler. Ansiosa para ver o filme.

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  13. Ola Karina!!
    Eu li o livro e amei, quando fiquei sabendo que ia ter o filme fiquei super animada, assisti o filme 2 vezes no cinema.É um filme que eu super indico, fala de superação , perdão e recomeço.

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